ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 07/10/2021

Cotidianamete, no Brasil, são vistos vários casos de falta de empatia, alguns deles, são praticados pelo próprio governo, com por exemplo a instalação de pedras, realizada pela prefeitura de São Paulo, sob os viadutos locais, para evitar que as pessoas desabrigadas utilizassem o local. Atitudes como essa acontecem na sociedade brasileira, por várias razões, sendo as principais, a dinâmica do capitalismo e a superficialidade das relações interpessoais contemporâneas.

Primeiramente é necessário entender como o capitalismo contribui para afalta de empatia entre a população brasileira. Segundo o conceito de “luta de classes”, do filosofo Karl Marx, o patrão, detendor dos meios de produção, vê o operário apenas como uma força de trabalho, isto é, um “objeto” capaz de produzir riqueza. Dessa forma, a medida que o trabalhador é considerado, pelo seu patrão, como sendo apenas uma “máquina” não é necessário ter empatia para com ele. Para aumentar a afetividade com o próximo é preciso que essa “desumanização” do trabalhador acabe.

Em segundo lugar, outro fator que contribui para a escassez de empatia na sociedade brasileira é a superficialidade das relações interpessoais. De acordo com a teoria da “Modernidade Líquida” do sociologo Zygmunt Bauman, as relações sociais se tornaram frágeis e as pessoas começaram a viver cada vez mais de forma individual. Assim, a partir do momento em que a população se preocupa apenas consigo mesma e para de se colocar no lugar do outro, há uma diminuição na prática da empatia.

Diante do que foi mencionado anteriormente, para combater a falta de empatia nas relações sociais no Brasil, é preciso que o Ministério do Trabalho, promova a realização de campanhas, com o intuito de desconstruir essa visão objetificada do patrão sobre o trabalhador, para qeu haja um aumento da empatia. Além disso, é necessário que o governo realize campanhas, por meio das midias sociais, para alertar sobre os perigos da fragilidade das relações interpessoais para a vida em sociedade.