ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 07/10/2021

Na letra da canção de Jhon Lennon “Imagine”, percebe-se o desejo do autor de viver em uma sociedade na qual exista igualdade e completa harmonia entre as pessoas. Apesar do sonho utópico do autor, 50 anos depois ainda observa-se a desunião entre os seres humanos e a carência de empatia nas suas relações sociais. Sendo assim, faz-se necessário analisar os alicerces que sustentam essa problemática, a citar, a falta de informação sobre o assunto e a naturalização da violência no corpo social.

Diante desse contexto, é importante salientar que a escassez de um conteúdo voltado para o debate sobre a empatia na grade curricular escolar convecional, possibilita que o preconceito com o diferente mantenha-se no corpo social. Nessa lógica, o ícone mundial, Nelson Mandela, já afirmava “A educação é a arma mais importante para mudar o mundo”, por esse ponto de vista, o sentimento empático deve ser lecionado no cotidiano escolar por todos os professores e equipe docente, criando um espaço onde exista o diálogo com o aluno.

Ademais, uma parte dos brasileiros por estararem habituados à violência extrema e a criminalidade no seu cotidiano, já não conseguem mais ter empatia pelo sofrimento alheio, devido a isso, o sentimento de egoísmo permeia-se na sociedade. Sob essa ótica, esse pensamento faz jus à teoria da socióloga Hanna Aredt, que existe uma “Banalização do mal”, a qual passou a ser sutil, automática e perigosa. Com isso em mente, devido à naturalização da brutalidade, são recorrentes no cotidiano da população crimes bárbaros como o feminicídio, latrocínio e assassinato.

Infere-se, portanto, que a falta de empatia nas relações sociais no Brasil é um problema a ser sanado. Para tanto, o Ministério da Educação, com o apoio dos Governos Estaduais, deve ofertar cursos profissionalizantes que ensinem como a equipe pedagógica deve promover o sentimento de empatia nos alunos, por meio de projetos educativos ministrados por profissionais da área, a fim de fomentar na sociedade brasileira o sentimento de solidariedade e de colcar-se no lugar do outro.