ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 07/10/2021
O Mito da Caverna, do filósofo Platão, é uma alegoria que representa um grupo de pessoas o qual se recusa a enxergar a verdade a respeito do mundo, em virtude do medo de abandonar a zona de conforto. Em alusão à citação, percebe-se a mesma conjuntura no Brasil no que concerne à falta de empatia nas relações sociais, problemática negligenciada e insuficientemente combatida. Nesse viés, é preciso que analisar a influência da falta de discussão por parte da família e da mídia sobre esse cenário.
Em primeiro plano, é lícito afirmar que o problema encontra terra fértil na ausência de diálogo no ambiente familiar. Nesse contexto, o filósofo Schopenhauer traz uma importante contribuição para o assunto ao afirmar que os limites do campo da visão determinam a opinião de um indivíduo a respeito do mundo. Sob tal óptica, nota-se a necessidade de discutir, dentro do convívio familiar, acerca da falta de empatia e do egoísmo, repudiando-os, como forma de combatê-los. Assim, será possível moldar, gradativamente, um pensamento coletivo menos individualista, que ajude os futuros cidadãos a enxergar o outro com mais humanidade.
Outrossim, outro fator que contribui para a continuidade do problema é a ausência de ação por parte da mídia. De acordo com o sociólogo Pierre Bourdieu, o que foi feito para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em instrumento de opressão. Nesse sentido, depreende-se que é preciso a atuação dos meios de comunicação, por meio de campanhas de conscientização, que visem a sensibilizar o grande público em relação à falta de empatia presente nas interações sociais, responsável por estimular atos de discriminação e crimes de ódio. Desse modo, os cidadãos sentir-se-ão mais incentivados a praticar atos de altruísmo e respeitar as diferenças, propagando os ideais de respeito.
Em suma, medidas são necessárias para fomentar a empatia nas relações sociais no Brasil. Dessa maneira, é fundamental que a mídia, em parceria com organizações de ajuda a causas sociais, promova campanhas, por meio de propagandas e matérias jornalísticas. A partir disso, essas campanhas devem focar na realidade de pessoas marginalizadas, a fim de demonstrar seu lado mais humano e provar para a população a necessidade de tratá-las com dignidade. Por conseguinte, será viável consolidar um país de cidadãos que repeitam as diferenças.