ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 11/10/2021
O filósofo Rousseau disse que “a natureza fez o homem feliz e bom, mas a sociedade deprava-o e torna-o miserável”, encaixando-se no contexto em que uma grande parte dos brasileiros sempre foi inserida, sofrendo com a falta de empatia no cotidiano. Tal problemática foi ainda mais evidenciada durante a pandemia do coronavírus, quando os índices de cyberbullying subiram de uma maneira drástica, atenuando a importância da discussão sobre a insensibilidade da sociedade atual.
Em primeiro plano, vale relembrar o curta-metragem “Não Julgue” que, em 2016, foi muito compartilhado nas redes sociais. Nele, um aluno costumava se atrasar para as aulas todos os dias, recebendo punições do seu professor, que não sabia a razão dos atrasos. Na verdade, o garoto precisava usar o tempo antes da escola para cuidar de um familiar e, ao ficar ciente de tal fato, o seu educador pediu para ser punido em seu lugar quando a situação se repetiu. Ademais, pode-se dizer que a empatia é essencial, visto que o conceito da palavra não é definido pela identificação com os problemas alheios, mas pela sensibilização dos indivíduos em uma tentativa de ajudar o próximo.
Outrossim, segundo diversas pesquisas realizadas em 2020 por órgãos sociais, foi apontado um aumento visível nos índices de ataques de ódio virtuais, alimentado pela questão do isolamento social, resultando em vários casos de suicídio. Tendo em vista o maior uso das redes sociais nesse período, é possível ressaltar o pensamento errôneo de muitos indivíduos, que se acham livres para atacar outras pessoas através de telas, sem se importar com as consequências dos seus atos.
Em síntese, faz-se necessária a criação de campanhas de conscientização acerca da importância da empatia nas relações sociais por parte das instituições de ensino, visando ensinar aos jovens sobre os riscos de não demonstrar ações do gênero. Além disso, cabe aos meios midiáticos capilarizar tais movimentos, buscando informar mais pessoas e mostrar que é possível tentar entender e se solidarizar com outros indivíduos. Assim, será possível solucionar a problemática, pois, assim como foi dito por Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa que se pode usar para mudar o mundo”.