ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 07/10/2021

A Revolução Francesa, que ocorreu em 1789, tinha os ideais de fraternidade e igualdade entre as pessoas. Entretanto, mesmo após mais de 200 anos desse acontecimento, ainda há a falta de empatia nas relações sociais, inclusive no Brasil. Dessa forma, torna-se fundamental analisar as raízes desse fenômeno, a citar, a intolerância e a construção individualista da sociedade moderna.

De início, é necessário expor que a intolerância e o desrespeito com o diferente são um dos principais problemas na busca por uma sociedade mais empática. Nessa lógica, segundo o Mapa do Ódio de 2018, todos os estados do Brasil registraram crimes de ódio contra minorias. Diante desse cenário, há um extremo preconceito dentro do atual corpo social brasileiro, que impede as pessoas de gozarem da plena liberdade garantida pelos termos constitucionais, visto que a violência contra determinados grupos, como mulheres e negros, é algo comum. Assim, a tolerância é o caminho de ampliar a empatia entre os cidadãos.

Ademais,  a cultura vigente da extrema valorização individual também é um problema na construção da empatia. Nesse viés, o pensador Bauman cita a teoria da modernidade líquida, em que na sociedade contemporânea, há a redução da coletividade e a ampliação do individualismo. Como exemplo disso, tem-se a despreocupação com a situação do próximo, sendo aqueles que estão em condição de rua, por exemplo, esquecidos perante o corpo social, além da baixa adesãos das pessoas aos grupos voluntários, os quais auxiliam os mais necessitados por meio da doação de alimentos e outros itens fundamentais para a sobrevivência humana. Logo, a falta de empatia está correlacionada com o pouco sentimento de união entre as pessoas.

Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver essa problemática. Para isso, é dever das famílias ensinarem sobre o respeito. Essa ação deve ser feita por meio da instrução desde pequeno a respeitar as diferenças e outras formas de ser, a fim de que se tornem pessoas respeitosas com os outros. Além disso, cabe às instituições de ensino, como formadoras das próximas gerações, abordar a empatia em sala de aula. Isso deve ser feito por intermédio de campanhas, apoiadas pelos professores, que busquem fazer com que as crianças tenham contato com os projetos sociais e busquem participar dessas ações, visando o engajamento das pessoas desde a escola.