ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 12/10/2021

No século XVI, Portugal veio para o Brasil e implantou o sistema das capitanias hereditárias, dando faixas de terras aos chamados donatários, iniciando-se o processo de colonização. Nessa época, os colonizadores pouco se preocupavam com o estado da sociedade e das pessoas que nela viviam, sendo o principal foco a exploração do território e o lucro, criando, desde o princípio, uma situação de egoísmo e de interesses próprios. Assim sendo, essas relações sociais, caracterizadas pela falta de empatia, geraram um país com altos índices de racismo e com governantes que agem por interesses particulares em detrimento do público.

Nesse sentido, a ausência de empatia é responsável pelos forte racismo no Brasil. À vista disso, mantendo a visão histórica, a escravidão foi muito presente no período colonial e imperial, sendo a principal mão de obra nessas eras. Após a Lei Áurea, ocorreu um processo de exclusão tão intenso que, mais de 100 anos depois, como forma de política antirracista, o governo criou as cotas raciais para as universidades, estabelendo melhores oportunidades para essa significativa parcela da população. Logo, nota-se como essa apatia é responsável pelo racismo no Brasil.

Outrossim, a falta de empatia, por parte dos governantes, causa a não distinção entre o público e o privado. Posto isso, Max Weber, um sociólogo clássico, criou o conceito de Patrimonialismo, que é a mistura entre a propriedade privada e a propriedade pública, podendo-se usar, como exemplo, a cultura de indicar cargos, no governo, para os familiares. Ou seja, a justiça e a igualdade são abandonadas em prol dos interesses pessoais, indo contra, inclusive, os direitos básicos da constituição. Então, percebe-se como o egoísmo provoca o processo de Patrimonialismo.

Dessarte, após o exposto, pode-se inferir que medidas devem ser tomadas para promover a empatia na sociedade brasileira. Portanto, é dever do Ministério da Educação a elaboração de campanhas educativas, por meio das escolas e das redes sociais, a fim de ensinar e conscientizar sobre a importância da empatia, de modo a criar um país mais justo e com iguais oportunidades para todos.