ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 08/10/2021

O filme I AM, lançado em 2010, narra a história de líderes intelectuais e espirituais sobre o que há de errado com o mundo, como melhorar o ser humano e o modo como vivem. Fora do tablado ficcional, na sociedade contemporânea, diferente do longa-metragem os indivíduos não buscam a autorreflexão, consequentemente, ocasiona a falta de empatia entre os seres humanos. Nesse viés, é importante analisar a desempatia com os imigrantes e com pessoas de diferentes orientações sexuais.

Primordialmente, que de acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, sobre a teoria “Modernidade Líquida”. Com isso, ele discute o processo de rapidez nos sentimentos e no comportamento social, no qual os vínculos humanos têm a chance de serem rompidos a qualquer momento, enfraquecendo a solidariedade e o estímulo a insensibilidade em relação ao sofrimento do outro. Sob essa ótica, os imigrantes - indivíduo que entra em um país estrangeiro, com o objetivo de residir ou trabalhar- são considerados pelos países que os acolhem como mero instrumento, mero objeto de trabalho e de direito. Além disso, enquanto o país carece de mão de obra barata, de pessoas para fazer os serviços que os “nacionais” não querem ou não podem fazer, os imigrantes são aceitos. Por conseguinte, exibindo a falta de empatia e uma relação “líquida” imposta a esses indivíduos.

Faz-se mister, ainda, salientar que segundo Hannah Arendt, filósofa alemã, desenvolve a tese da “banalização do mal”, em que os seres humanos podem realizar ações inimagináveis, do ponto de vista do preconceito e da agressão, sem qualquer motivação maligna. Nesse contexto, a desempatia contra a comunidade LGBTQ+ é imposto como algo banal, em que muitas pessoas cometem esse preconceito como algo natural. Ademais, o praticante desse “mal banal” não reconhece a culpa e são ensinadas a não respeitar os aspectos individuais de outros idivíduos, causando traumas profundos nas vítimas, quando não são mortas. Assim sendo, a carência de empatia para esse grupo social é de grande relevância, no qual as pessoas preconceituosas são estimuladas a práticar esse mal como causa do mal.

Infere-se, portanto, que a falta de empatia nas relações sociais é terrível para sociedade brasileira. Sendo assim, cabe ao Governo Federal, através de ações com a mídia, promover propagandas e o incentivo ao acolhimento dos imigrantes nas relações trabalhistas, apoiando financeiramente para que possam se instalar no país, visando diminuir a desempatia impostas a esses indivíduos. Além disso, o Ministério da Educação deve, por meio das escolas, intensificar refleões e debates contra o preconceito a comunidade LGBTQ+, incrementando essas pessoas nas relações do corpo social, a fim de atenuar a falta de empatia a esse grupo. Assim poder-se-á tranformar o Brasil em um país desenvolvido.