ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 08/10/2021
De acordo com a teoria de modernidade líquida do filósofo Bauman, “o mundo está repleto de sinais confusos propenso a mudar com rapidez e de forma imprevisível”. Desse modo, significa dizer que as pessoas tem a tendência de mudar sua forma de pensar e agir com muita facilidade, motivando assim a falta de empatia nas relações sociais. Assim, podendo citar a ampliação dos crimes de ódio ligado a orientação sexual, e o aumento dos casos de violência contra a mulher.
A princípio, a citação do filósofo Lipovetski,“a cultura do sacríficio está morta, hoje não se sente mais a dor do outro”, pode ser relacionada ao contexto atual da sociedade brasileira, sobre a falta de empatia ao grupo lgbtqia+. Segundo dados do site generonumero, os crimes de ódio ligado a esse grupo é o terceiro maior no estado brasileiro, e o Brasil é o país que mais mata transexuais no mundo.
Além disso, o passado histórico da sociedade patriarcal, foi absorvido por alguns homens manisfestando assim o machismo, ou seja, o pensamento de que o homem sempre será superior a mulher e constantemente possuirá posse sobre o corpo dela. Desse modo, observa-se o aumento dos casos de feminicídio no Brasil, segundo o site da AgênciaBrasil durante Abril e Março de 2020, teve um aumento de mais de 20% dos casos.Portanto, nota-se nesse tipo de pensamento e atitude machista a falta de empatia com relação aos direitos e a liberdade da mulher.
Deste modo, para superar essa realidade de agressões contra os lgbtqia+, é necessário que o Estado amplie as delegacias especializadas contra esse crime, para garantir o atendimento humanizado. Outrossim, o Estado juntamente com a secretária de educação deverá criar palestras nas escolas e faculdades sobre a importância da empatia, e disponibilizar consultas grátis com psicólogos para o público masculino, com a finalidade de trabalhar a empatia com relação as mulheres.