ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 08/10/2021

De acordo com o filósofo Immanuel Kant, é necessária para harmonia do meio social a existência do Imperativo Catégorico, o qual consiste na atuação da empatia nas relações humanas. Entretanto, na atual realidade brasileira, a falta de associações empáticas é uma problemática no país. Desse modo, cabe analisar a influência do capitalismo na era contemporânea e o preconceito acerca da diversidade existente no território como fatores contribuíntes para a falta de empatia nas relações sociais.

A priori, é notório perceber a mudança nos comportamentos sociais a partir do surgimento da Primeira Revolução Industrial e, consequentemente, do capitalismo. Nessa perspectiva, de acordo com o filósofo Byung-Chul Han, os indivíduos da atual sociedade contemporânea importam-se  intensamente com os próprios interesses e, portanto, na busca pelo sucesso no mundo capitalista. Dessa maneira, tal fato corrobora a diminuição de atos voluntários e éticos na população, com isso, os desejos econômicos superam  as ações de empatia no país.

Ademais, o Brasil, como possuidor de uma vasta diversidade sociocultural, é cenário de vários preconceitos advindos da falta de tolerância e, consequentemente, de empatia. Visto isso, na obra “Ensaio Sobre a Cegueira”, do escritor português José Saramago, uma doença que deixa as pessoas cegas atinge toda a populaçção, tal cegueira , no livro, é comparada a alienação dos indivíduos acerca das realidade sociais existentes. Com isso, assim como na obra de Saramago, diversos brasileiros ignoram a diversidade de gênero, religião, cor e orientação sexual e praticam atos discriminatórios e, portanto, não empáticos.

Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Cabe ao Ministério da Cidadania, juntamente com a Mídia, promover a conscientização coletiva acerca da importância da prática de empatia, por meio da disseminação de propagandas nos meios de comunicação, como redes sociais, as quais evidenciem a necessidade de atos empáticos para o bem da humanidade, com o objetivo de garantir o aumento de atos involutários nas ONGs (Organizações Não Governamentais) e o fim do preconceito e discriminação com a diversidade no País.