ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 09/10/2021
Na produção cinematográfica “12 Anos de Escravidão”, o personagem principal Solomon, um ex-escravizado, mesmo liberto é capturado e reinserido no mundo da escravidão por conta de sua raça. Qualificado como um crime de ódio resultante da falta de empatia, a cultura do racismo foi perpetuada durante as gerações e segmentou as relações sociais brasileiras, influenciada justamente pelo seu passado escravista e sua tardia abolição, sendo reconhecido como o último país a acionar um dispositivo legal (Lei Áurea) para acabar com este problema.
Em primeira análise, percebe-se que a lei não foi suficientemente efetiva, uma vez que, essa disfunção perdura na contemporaneidade, principalmente em virtude da pouca discussão sobre a intolerância (em seus mais diversos aspectos), haja vista a incapacidade dos indivíduos de se colocar no lugar do outro, fenômeno confirmado pela falta de participação da população em trabalhos voluntários e de caridade.
Ressalta-se, outrossim, a necessidade de campanhas estimuladoras da empatia a fim de evitar transgressões como elucida a mais recente versão da Constituição Brasileira, de que toda intolerância e qualquer forma de preconceito e segregação é crime passível de punição penal.
Destarte, torna-se evidente, portanto, a complexa situação de apatia da sociedade brasileira, e a imprescindível função da educação de amenizar esse quadro e melhorar o convívio dentro do corpo social, através da conscientização da população acerca da multiplicidade inerente aos seres humanos, assim como, o direito de serem respeitados independentemente das suas diferenças, o qual deve ser garantido pelo Estado conforme rege o estatuto, e disseminado pela mídia reconhecendo a importância de tal temática.