ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 11/10/2021

De acordo com o filósofo Zygmunt Bauman, o ser humano vive a “Modernidade Líquida”, uma era marcada pela falta de amor e empatia nas relações interpessoais. Isso se verifica na sociedade brasileira, na qual a quase ausência de empatia favorece a perpetuação de problemas sociais. Entre eles estão o preconceito contra a comunidade LGBTQIA+ e a violência contra a mulher.

A princípio, segundo o filósofo Jean-Paul Sartre, o homem é condenado a ser livre. Entretanto, não é isso que se verifica na sociedade brasileira, na qual a comunidade LGBTQIA+ é reprimida e impedida de exercer livremente a sua sexualidade ou sua identidade de gênero. Isso se mostra no desrespeito e na violência proferida contra esses indivíduos e marca, portanto, a falta de empatia, no Brasil, com pessoas de orientação sexual dintinta  ou com disforias de gênero.

Além disso, a persistência da violência contra a mulher é outra forma de como a falta de empatia se manifesta no Brasil. Esse é um problema com raízes históricas, devido aos moldes patriarcais nos quais a sociedade brasileira foi formada. Por causa disso, nos dias atuais, as mulheres ainda sofrem com diversas formas de desrespeito e abusos. Essa realidade pode ser ilustrada com dados do Governo Federal, conforme o qual, em 2020, mais de 105 mil denûncias de violência contra a mulher foram registradas nas plataformas do Ligue 180 e do Disque 100.

Logo, é preciso adotar medidas para mudar essa realidade. Para isso, a escola, em parceria com a família, deve estimular a empatia nas crianças e nos adolescentes, por meio do oferecimento de uma educação que tenha como base o afeto, o respeito e a alteridade. Isso pode ser realizado por intermédio de atividades em grupo que trabalhem a consciência coletiva. Tudo isso a fim de potencializar a empatia nas relações humanas no Brasil, e , assim, combater formas de preconceito e de violência.