ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 09/10/2021

No filme estadunidense “Admirável Novo Mundo” de 1988 - inspirado no romance britânico Aldous Huxley - apresenta uma sociedade utópica e futurística, na qual é desprovida de guerras, desigualdades e crimes, ou seja, de problemas sociais. Fora da ficção, é fato que a situação apresentada mostra-se distante da realidade contemporânea, visto que a falta de empatia nas relações socias no Brasil caracteriza um desafio a ser sanado na sociedade brasileira. Desso modo, a fim de mitigar os males relarivos a essa temática, torna-se imperioso analisar o papel da Educação e da sociedade globalizada atual.

De início, é evidente que a falta de empatia nas relações socias no Brasil poderia ser evitada, se o sistema educacional brasileiro abordasse com eficiência o assunto. Isso porque, a escola exerce um papel fundamental na construção do indivíduo, mas acaba corroborando diretamente para a problemática, afinal, a discussão sobre a falta de empatia nas relações socias, quando acontece, é superficial, uma vez que o currículo educacional organiza os saberes para que sejam utilizados em vestibulares; não como vivência social e coletiva. Dessa forma, os cidadãos brasileiros até reconhecem a importância da empatia para a sociedade, porém não sabem como lidar com a situação. Assim, comfirma-se  o que cantou o rapper brasileiro Gabriel, o pensador: “não adianta olhar para o céu com muita fé e pouca luta” - isso pois a situação não será resolvida apenas com a boa vontade.

Ademais, é necessário destacar o papel que a sociedade globalizada atual exerce sobre a falta de empatia nas relações socias. Tal fato ocorre, pois em uma sociedade a qual os meios digitais fazem parte de forma integra na vida dos indivíduos, o seu uso exagerado estimula, muitas vezes,  a perda do contato físico e o olhar empático sobre o outro, configurando, desse modo, um grave problema para a sociedade, pois com uma população totalmente alienada, a falta de empatia na relações sociais são agravadas. Complementando essa análise, o escritor contemporâneo Manoel de Barros traz uma contribuição revelevante ao defender que é preciso lutar contra a alienação digital e ter mais empatia, isso para a construção de uma sociedade mais justa. Com isso, fica claro que esse contexto social precisa mudar para haver mais empatia nas relações sociais.

Depreende-se, potanto, a necessidade de combater essa problemática. Sendo assim, cabe ao (MEC) direcionar recursos para uma maior ampliação de debates em escolas de todo braisil a respeito da falta de empatia nas relações sociais no Brasil e sobre o uso exagerado da internet, por meio de uma definição de agenda econômica que democratize tal prerrogativa, a fim de desenvolver uma sociedade mais empática. Assim, se consolidará uma sociedade mais justa, tal como afirmou Manoel de Barros.