ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 10/10/2021

Uma postura apática perante o sofrimento alheio. É isso o que se vê na tela “Arrufos” do pintor Belmiro de Almeida, já que um personagem se mostra demasiadamente indiferente à aflição de um outro. Nesse sentido, nota-se, no cenário brasileiro, em que, lamentavelmente, há a falta de empatia e a instabilidade das relações sociais, ausência que pode ser explicada pelas raízes históricas e falta de conhecimento da população. Nesse prisma, é importante analisar essa questão no país.

Em primeira análise, é evidente que a herança ideológica, no que tange a falta de empatia nas relações sociais, conservou-se na coletividade e perpetuou a reprodução de atitudes preconceituosas, distanciando a sociedade de uma harmonia empática. Em vista disso, toma-se como exemplo o período do Brasil Colonial,com a chegada dos portugueses à América em que houve a disseminação de preconceitos etnocêntricos por parte dos europeus, em que os indígenas, com sua tradição e sua ideologia religiosa, foram vítimas de uma exacerbada ausência de empatia e de respeito. Nessa lógica, muitos séculos depois, com a incidência de denúncias de casos de vítimas de preconceitos de diversos tipos servem para confirmar a perpetuação dos ideais intolerantes. Assim, é imprescindível uma ação do Estado para mudar essa realidade.

Em segunda análise, é evidente destacar que a falta de diálogo e divulgação sobre a empatia contribui com a persistência da problemática. Conforme Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa que se pode usar para mudar o mundo. Nessa perspectiva, o conhecimento educacional sobre o que é ser empático com o próximo, assim como, a divulgação nas redes midiáticas torna-se fundamental para toda a população, pois proporciona a todos os indivíduos o aprendizado necessário para a mudança dessa realidade atual. Dessa forma, as instruções de profissionais qualificados transformam o modo de pensar e de agir de uma sociedade. Nesse cenário, faz-se necessária uma mudança no currículo escolar, além de projetos que tenham o envolvimento de toda a comunidade.

Depreende-se, portanto, que a falta de empatia nas relações sociais no Brasil precisa ser superada. Logo, é necessário que o Ministério da Educação deve promover debates públicos no que se refere as interações empáticas, por meio recursos midiáticos, redes sociais e televisão, com o objetivo de conscientizar a população e eliminar a descriminação enraizada na história brasileira. Assim como, deve potencializar disciplinas como filosofia e sociologia nas grades de ensino fundamental e médio, com o intuito de criar uma juventude com uma base solidária. Ademais, o Ministério da Cidadania deve promover  meios de centros de denúncias que se direcionem ao combate das variações da intolerância, a fim de concretizar a coexistência harmoniosa e reflexiva.