ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 12/10/2021

De acordo com o artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos, “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos”. Apesar disso, muitos indivíduos não se julgam equivalentes à outros e, desta forma, não demonstram preocupação com a situação do seu próximo. Evidencia-se, assim, uma falta de empatia presente nas relações sociais, fator esse ligado à falta de incentivos que visam a ampliação das ações de afeto e à desigualdade social presente no Brasil.

Em primeira análise, nota-se que há uma carência de propagandas e campanhas voltadas para amplificar atos de indivíduos que apresentam consideradação por outros, como, por exemplo, o trabalho voluntário, que são aglomerados atitudes direcionadas em interesses sociais e comunitários. Nesse contexto, foi apenas no ano de 2019 que o Governo Federal lançou o projeto “Campanha Pátria Voluntária”, com o objetivo de estimular da sociedade nas ações coletivas e evidenciar aspcctos positivos dessas iniciativas. Desse modo, é perceptível que os incentivos à essa demonstração de empatia foram realizados de maneira tardia, sendo recentes e ainda insuficientes para amenizar o impacto da falta desse sentimento na população brasileira.

Segundamente, destaca-se que a desigualdade social existente apenas reforça os comportamentos de aversão na sociedade. De acordo com um relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas(ONU) em 2019, o Brasíl tem a segunda maior concentração de renda entre mais de 180 países e, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE), está enquadrado entre dez as nações mais desiguais do mundo. Desta forma, a riqueza concentrada somente na minoria da população reflete a escassez de empatia, uma vez que os mais abastados objetivam aumentar cada vez mais seus lucros e não se preocupam com a situação de indivíduos carentes. Assim, agem, nessa circunstância, como colaboradores do processo de ausência desse sentimento no povo brasileiro, sendo indispensável reverter esse quadro.

Portanto, depreende-se a importância de mitigar a insuficiência de empatia nas relações sociais no país. Para que isso ocorra, é necessário que o governo, por intermédio do Ministério da Cidadania, produza, amplie propagandas e campanhas na indústria midiática, que estimulem atos de afeto e mostre o valor do trabalho voluntário na população, a fim de que a sociedade possa entender e aderir a esse processo. Ademais, o Ministério da Economia deve buscar diminuir a desigualdade presente no Brasil, por meio de projetos sociais voltados para indivíduos mais carentes do corpo social, com a finalidade de que haja um equilíbrio justo entre a renda das pessoas e, desta maneira, todos possam desfrutar inteiramente do direito garantido pela Declaração.