ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 11/10/2021
Na série “The Good Doctor”, o médico Shaw Murphy, devido ao seu quadro de autismo, não consegue criar laços empáticos facilmente com seus pacientes, mas pela compreensão dos doentes e esforço do médico essa barreira é amenizada. No entanto, quando se observa a falta de empatia nas relações sociais no Brasil, percebe-se que a obra ficcional não representa plenamente a realidade. Isso se deve, principalmente, à normalização de crimes contra a identidade dos cidadãos e à escassez de projetos educacionais voltados para o ensinamento da empatia.
Inicialmente, vale analisar a normalização de crimes contra a identidade dos cidadãos. Nessa perspectiva, segundo Sidarta Gautama, filósofo, as pessoas devem fazer o bem aos demais sem pensar no retorno ou na gratidão. Contudo, não é isso que acontece na realidade, pois, de acordo com a pesquisa do mapa do ódio de 2018, todos os estados brasileiros notificaram crimes de gênero. Esse dado mostra que, infelizmente, a empatia está muito rara na sociedade brasileira. Dessa forma, é necessário a inserção dos valores empáticos no começo da formação da população para reduzir esse empecilho.
Além disso, cabe analisar a escassez de projetos educacionais voltados para o ensinamento da empatia. Nessa ótica, conforme Nelson Mandela, ex-presidente sul-africano, a educação é arma mais poderosa para mudar o mundo. Nesse sentido, entende-se que o investimento no ensino não é despesa, mas investimento com retorno garantido, sendo um mecanismo fundamental para mudanças positivas na sociedade. Entretanto, de acordo com dados da pesquisa sobre empatia mundial da Universidade de Michigan, o Brasil foi clasificado como um dos países menos empáticos entre os 62 analisados. Essa informação comprova a necessidade de ajustes na grade curricular dos alunos de escolas. Dessa maneira, é importante o auxílio de autoridades governamentais para aumentar no futuro a empatia da sociedade brasileira.
Portanto, a diminuição dos valores humanos e a escassez de projetos educacionais fomentam a falta de empatia nas relações sociais no Brasil. Desse modo, urge que as escolas, por meio de apoio financeiro do Ministério da Educação, promova a inserção de aulas direcionadas para criação de valores empáticos nas crianças, na qual serão administradas pelos professores de sociológia, que poderá trazer professores mais conceituados de universidades para falar sobre o tema, com a finalidade que as próximas gerações sejam mais empaticas e quebrem os valores da sociedade atual, como preconiza Mandela.