ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 11/10/2021
Segundo o filósofo Imanuel Kant, as ações consideradas éticas são avaliadas pelo caráter categórico e devem ser pautadas por intermédio do ideal de empatia universal. Contudo, a sociedade brasileira falha ao agir de forma indiferente aos mais necessitados. Isso ocorre devido à falta de informação acerca de trabalhos voluntários e ao egoísmo das pessoas.
Primeiramente, é válido analisar o conceito de banalidade do mal, na qual a filósofa Hannah Arendt infere que a prática do mal se tornou comum na sociedade. Desse modo, atos de insensibilidade são banalizados, o que contribui para a manutenção da negligência diante de pessoas necessitadas. Nesse viés, é importante que os brasileiros sejam educados sobre a importância de se preocupar com o próximo no dia a dia. Ademais, segundo o Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística, apenas 4,7% da população brasileira são engajados com trabalhos vonluntários no país, um número muito abaixo que o da Indonésia, por exemplo, no qual, segundo a Organização das Nações Unidas, 53% das pessoas ajudam o outro com frequência. Portanto, fica claro que a carência de união, aliado a baixa procura por trabalhos voluntários evidencia a escassez de empatia no convívio social no Brasil.
Outrossim, é relevante relembrar a teoria do estudioso Arthur Schopenauer, na qual debate-se sobre o mundo fenomenal como o produto de uma vontade metafísica, em suas palavras ele disse que: “Todo homem torna os limites do seu próprio campo de visão como os limites do mundo”, o que reforça comportamentos antiempáticos. Dessa maneira, é fundamental ressaltar o papel da educação na formação de cidadãos conscientes na sociedade brasileira, visto que, a triste desigualdade social é tão intensa no cotidiano do país. De acordo com o Programada das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o Brasil é o sétimo país mais desigual do mundo. Por consequência, o acúmulo de riquezas de uma pequena parcela da população cria um abismo entre os mais ricos e os mais pobres. Com efeito, quando apenas um reduzido grupo social detém a fortuna do país e busca acumular ainda mais ganhos, fica evidente o restrito pensamento empático demonstrado nas relações interpessoais. Logo, torna-se inequívoco a importância de enxergar o próximo com empatia nos vínculos sociais.
Portanto, é indubitável a falta de empatia nas relações sociais brasileiras é um problema grave na sociedade. Assim, é indispensável que o Ministério da Educação, por meio de propagandas, dissemine informações em jornais, revistas e nas redes sociais sobre a importância de educar-se a enxergar no outro uma extensão de si mesmo, além de incentivarem o auxílio a grupos minoritários da sociedade mediante de trabalhos voluntários, oficinas de conhecimento e oportunidades de empregos. Com a finalidade de tornar a empatia universal como um dos pilares fundamentais da sociedade brasileira.