ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 11/10/2021
No início do filme “Capitão América: o primeiro vingador” é possível acompanhar a trajetória do jovem Steve Rogers e seu processo de ingresso ao Exército. Devido à sua magreza e prévias doenças, Steve sempre foi rejeitado na seleção, até que, em sua última tentativa, o médico responsável pela aprovação de soldados se solidarizou com a situação do moço e decidiu aprová-lo, após perceber sua determinação e força de vontade. Hodiernamente, fora da ficção, as situações de empatia tornaram-se cada vez mais escassas, demonstrando como o homem moderno tem enfraquecido sua capacidade de se colocar no lugar do outro. Como atenuantes dessa realidade, destaca-se o papel do individualismo e dos preconceitos presentes na sociedade brasileira.
Primordialmente, é necessário analisar o crescente sentimento individualista nas comunidades humanas. O individualismo, quando observado no contexto social, estimula a valorização individual ao invés da coletividade, limitando a visão do indivíduo acerca do mundo no qual ele está inserido. Sob esse ponto de vista, é originado um bloqueio na mente humana sobre como olhar para a situação do outro de maneira empática. Tal situação pode ser observada no livro “Extraordinário”, escrito por R.J Palacio, em que o protagonista, Auggie, é discriminado diversas vezes por seus colegas de classe apenas por ser diferente do suposto “normal”.
Nota-se também, alinhado a emblemática citada anteriormente, a presença de diversos preconceitos que dificultam a presença de empatia nos laços sociais na sociedade. Estigmas relacionados à raça, gênero, situação econômica e variados outros, provocam um distanciamento entre os indivíduos, gerando barreiras comunicativas e emocionais. Por não saber aceitar o diferente, as pessoas escolhem ignorar ou evitar tudo aquilo que não seja análogo à sua própria realidade.
Em síntese, é inegável que as comunidades brasileiras sofrem com a ausência da empatia no cotidiano, Dessa forma, faz-se necessário que o Ministério da Cidadania, em conjunto com as instituições brasileiras de apoio psicológico, possibilite a criação de reuniões e palestras que tratem sobre a importância do olham empático nas relações sociais. Através da propagação de tais ações no âmbito nacional, se tornará possível a construção de uma sociedade mais solidária e humana.