ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 11/10/2021
O homem a cada geração se torna menos empático, percebe-se isso pela violência presente a séculos na sociedade brasileira, e ela teve como começo a escravidão dos indígenas e africanos, e que ainda resulta em atos racistas. Toda essa falta de empatia que pendura por séculos, infelizmente, ainda é vista no Brasil. Sendo assim, é necessário entender quais os males que a falta de empatia traz para as relações sociais, e eles podem ser: o aumento da violência e a persistência da desigualdade.
A princípio, o Brasil continua havendo um crescente aumento da violência, seja ela relacionada a mulher, ao negro ou ao LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transsexuais). De acordo com pesquisa feita pelo Data Folha, uma em cada quatro mulheres sofreu algum tipo de violência durante a pandemia da COVID-19. Isso mostra que muitas pessoas aproveitaram do isolamento social gerado pelo coronovírus para cometer atos violentos contra mulheres. Nesse sentido, percebe-se que a falta de empatia está ainda presente na sociedade, no quais homens, em sua maioria, insistem em achar que tem o direito de agredir uma mulher. Sob esse viés, é notório que não saber se colocar no lugar do outro gera um país mais violento.
Paralelo a isso, a falta de empatia também tem como consequência a desigualdade social, afinal a partir do momento que as pessoas não se importam umas com as outras, ver um cidadãos em situação de rua, por exemplo, não gera nenhum tipo de comoção ou revolta. Segundo a filósofa Hannah Arendt, “a Banalização do Mal” origina a normalidade do problema. Nessa perspectiva, ver o outro em um estado de não ter o que comer ou onde morar se tornou algo banal na sociedade brasileira, isso tem como resultado a normalização dessa situação. Desse modo, a sociedade está cada vez mais desigual e continua trilhando um caminho para a piora do atual cenário. Logo, a persistência da falta de empatia nas relações sociais faz com que o ser humano acabe perdendo a sua humanidade, e isso traz malefício para toda a sociedade.
Portanto, ainda há a falta de empatia nas relações sociais do Brasil. Em razão disso, o Ministério da Educação (MEC), órgão responsável pela educação dos jovens brasileiros, junto com o Ministério da Cidadania (MDS), deve promover ações de ensinamento de empatia e respeito nas escolas, podendo ser feito por meio de inclusão de uma disciplina na grade currícular que trate desses assuntos nas aulas das crianças e adolescentes, podendo também promover projetos de ações sociais, a fim de que eles se tornem adultos empáticos e aja uma melhora da sociedade brasileira. Ademais, o MDS deve promover ações sociais, de acolhimento da população carente, para que ocorra a diminuição da desigualdade social e, assim, o aumento da empatia.