ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 11/10/2021

Em catástrofes como as de Brumadinho e Mariana houve grande comoção nacional e o país se uniu numa espécie de corrente de ajuda, demonstrando muita empatia e gentileza com quem mais estava precisando à época. No entanto, no cotidiano, é difícil ver a mesma comoção com pessoas em situação de rua ou quem quer quer que esteja necessitando de ajuda, o que ilustra a pouca quantidade de pessoas que realizam ações em prol do próximo. Por isso, faz-se fundamental entender o porquê da falta de empatia nas relações sociais no Brasil, bem como propor medidas para incentivar boas ações.

Inicialmente, é imperativo compreender que a desigualdade social é um dos principais fatores para a falta de empatia na sociedade. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil é o sétimo país mais desigual do mundo, o que torna o acesso aos direitos básicos mais difícil e faz com que as pessoas tenham menos tempo para realizar trabalho voluntário, por exemplo. Dessa forma, as pessoas podem até querer ajudar o próximo, mas por ter que atender suas demandas pessoais, acabam deixando as boas ações de lado, o que reflete na falta de empatia nas relações sociais.

Além disso, a falta de diálogo acerca da importância da empatia nas ações no dia a dia corrobora para a falta dessa. Tal fato pôde ser observado nos primeiros meses da pandemia de COVID 19, nos quais pessoas estocaram álcool, máscaras e remédios sem eficácia comprovada enquanto boa parte da sociedade não conseguiu acesso a esses ítens ou não conseguiu medicação para sua enfermidade. Desse modo, fica claro que muitas pessoas não pensaram no próximo numa situação pandêmica, denotando, assim, a falta de diálogo acerca de empatia e consciência social.

Portanto, fica clara a necessidade de medidas para fomentar ações empáticas, tão em falta nas relações sociais no Brasil. Por isso, o Ministério do Desenvolvimento Regional, pelo papel de diminuir as assimetrias entre as regiões, deve estimular ações sociais que incentivem a solidariedade por todo o país. Tal ação se dará por meio de incentivos fiscais às ONGs para que, com isso, as pessoas precisem apenas dedicar tempo e não prejudiquem sua renda ao fazer uma boa ação. Por outro lado, o Ministério dos Direitos Humanos deve realizar campanhas publicitárias em jornais, revistas, tv e internet acerca da importância da empatia na relações sociais, visando a fomentar a discussão sobre o assunto e incentivar a população. Assim, as relações sociais no Brasil serão mais empáticas e solidárias no dia a dia, e não apenas em situações de catástrofe.