ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 12/10/2021

Na Segunda Guerra Mundial, ocorrida no século XX, Adolf Hitler, ditador da Alemanha, propagou ideais contra deficientes, homossexuais, judeus, sobre tudo aqueles que não faziam parte da raça ariana. Nesse sentido, é perceptível que a falta de empatia nas relações sociais se faz presente desde períodos antigos. Paralelo a isto, no Brasil, a realidade não está distante desse cenário, visto a existência de individualismo social e discriminação contra minorias.

Vale ressaltar, em primeira análise, a individualização exacerbada na sociedade. Tal problema se justifica pelo fato das redes sociais contribuírem para formação de relacionamentos egoístas, em que os usuários buscam a realização de interesses próprios, e imediatistas. Assim fomenta a falta de empatia nos laços entre indivíduos no Brasil. Esse aspecto é citado pelo sociologo polonês Zygmunt Bauman no conceito “Modernidade Líquida”. Segundo ele, as relações, hodiernamente, “escorrem por entre os dedos”, ouseja, não são feitas para terem durabilidade, são maleáveis e superficiais. Dessa forma, infelismente, o povo se torna menos solidário e, como consequência, mais apático.

Outrossim, observa-se o preconceito contra minorias no território brasileiro. Isso acontece em virtudo de um legado histórico misógino e racista, o qual, ainda, persiste no país, responsável por sujeitar essas pessoas a violências, por exemplo, física e psíquica, retrato de uma nação com pouca empatia. pode-se mencionar o registro, em todos os Estados e Distrito Federal, de feminicídio e de discriminação racial em vinte e duas unidades federativas, dentre as vinte e sete, de acordo com Mapa do Ódio 2018. Lamentavelmente, muitos cidadãos são afetados pela ausência de compaixão.

Portanto, é preciso que a empatia nas relações socias no Brasil sejam maximizadas. Desse modo, o Ministério da Educação, responsável pela formação de uma população crítica, deve promover palestras gratuitas nos institutos de ensino, realizadas por professores de sociologia, para que o individualismo seja combatido. Ademais o Poder Judiciário, que tem como obrigação aplicar as leis, precisa garantir a plenitude da legislação, por intermédio de fiscalizações, na busca por um país com menos crimes de ódio. Logo, situações como a da 2ª Guerra não se repetirão.