ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 12/10/2021
Zygmunt Bauman, pensador da modernidade líquida, deixa claro que as pessoas do século XXI estão muito mais preocupados com os próprios interesses do que com os indivíduos, o que torna as relações mais fluidas e intáveis e, consequentemente, menos compreensivas. Perante o exposto, o que se observa na realidade contemporânea é análogo ao que o autor prega quando se observa a falta de empatia nas relações sociais. Isso é fruto tanto da intolerância quanto da pouca discussão sobre o assunto no Brasil. Assim, torna-se necessária a admissão de medidas governamentais, para o pleno funcionamento da sociedade.
Diante desse cenário, é importante pontuar a carência de empatia evidente nos crimes de ódio associados à intolerância de identidade sexual. Sendo assim, no clipe da música “Flutua” de Johnny Hooker, um homem é agredido na rua após um beijo “gay”, o que resulta em diversos ferimentos graves. Assim como na música, essa é, infelizmente, uma realidade no país, em que a ausência do pensamento no outro e o excesso de preconceito e ignorância gera uma rede de ódio e discriminação, e reflete diretamente em traumas e exclusão social desse grupo minoritário. Dessa forma, é necessária a garantia da segurança dessas pessoas.
Além disso, a pouca discussão sobre a ausência de empatia é uma barreira que permite a perduração desse cenário. Em decorrência disso, as pessoas não desenvolvem o sentimento de empatia, o que, segundo a UOL, a empatia etá diretamente ligada à compaixão e ao processo de identificação e quando há falha nesse processo, ainda no início da vida do sujeito, com certeza comprometerá o desenvolvimento emocional e psíquico. Desse modo, a família é essencial no desenvolvimento da criança quando diz respeito ao desenvolvimento empático.
Portanto, o Tribunal de Contas da União deve direcionar capital que, por intermédio do Ministério da mulher, da família e dos direitos humanos, que por meio de campanhas, promova a estimulaçãp de empatia e respeito aos direitos humanos, para que dessa forma seja possível alcançar uma sociedade mais igualitária e menos intolerante, tendo compaixão por todos os indivíduos presentes nela. Ademais, o Ministério da Educação em parceria com as famílias, devem por meio de conversar e horários exclusivos para a discussão do tema empatia. Desse modo, a ideia de modernidade líquida será desfeita com maior rapidez.