ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 15/11/2021
O filósofo inglês Tomas Hobbes, dentre seus vários estudos, afirma em sua obra “O Leviatã” que o homem, quando deixado livre, para agir de acordo com a natureza, tende a praticar maldade com seus semelhantes. Por isso, quando se trata da falta de empatia nas relações sociais no Brasil, entende-se necessário discutir a objetificação do indivíduo e as graves consequências sofridas pela sociedade brasileira.
Em primeiro lugar, interessa lembrar que a lógica capitalista é um estorvo dentro do convívio humano. Assim, é primordial expor o fato de que, quando uma relação deixa de ser benefíca, ela se torna descartável, semelhante a uma mercadoria quebrada. Dessa forma, a prática de se colocar no lugar do outro não é viável visto que, diante de tal situação, é mais fácil descartá-la. Essa situação é reforçada pelo sociólogo Zygmunt Bauman, o qual afirmou que, atualmente, vivemos em uma “modernidade líquida”, da qual emergem o individualismo e a fragilidade nas relações humanas. Ou seja, se faz urgente identificar e erradicar a escassez de afeto que se instaura na nação brasileira.
Ademais, vale ressaltar que é notório as consequêcas sofridas pelos habitantes do país. Desse modo, quando não se tem o esforço de exercer empatia, brechas para todos os tipos de preconceitos são abertas. De acordo com o Mapa do Ódio, em 2018 pelo menos um tipo de violência foi notificado pelas unidades federativas, sendo crimes de ódio cometidos pelo gênero, pela raça, por orientação sexual, religião, origem, entre outros. Logo, é inadimissível que esse cenário continue a perdurar.
Faz-se necessário, portanto, o combate desses obstáculos. Para isso é imprescindível que o Governo Federal, por intermédio do Ministério da Educação promova campanhas conscientizadoras por meio de palestras dentro das escolas com o intuito de humanizar as relações sociais e trabalhar a habilidade de ser colocar no lugar do outro. Somente assim, se consolidará uma sociedade mais empática contrariando a maldade proposta por Tomas Hobbes.