ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 12/10/2021

Nos postulados do filósofo Zygmunt Bauman, o termo “relações líquidas” é usado para conceituar a fragilidade e fluidez dos enlaces sociais na era moderna. Analogamente, essa definição diz respeito a falta de empatia das socializações atuais, visto que a perda desse sentido é um fator motivador para o imediatismo dos fornecedores entre brasileiros. Nesse sentido, é necessário entender a falta, naturalizada, do sentimento empático no país, bem como a responsabilidade da educação na persistência dessa problemática.

É notório que a demora, por parte do corpo social, em reagir à falta de empatia, resultou em uma naturalização enraizada na pessoas. De acordo com a pensadora alemã Hanna Arendt, todo problema atenuado socialmente tende a ser enraizado no corpo social. Com isso, compreende-se que a persistente negligência social em buscar alternativas para contornar as relações líquidas levou a esse quadro em que as pessoas não percebem a superficialidade com que se conectam. Por fim, as ligações sociais de forma momentânea podem ter se tornado naturalmente enraizadas.

Ademais, o fato desse sentimento empático estar cada vez menos presente na população é potencialmente responsável do ensino educacional. Segundo Imannuel Kant, sociólogo e escritor, “O homem é aquilo que a educação faz dele”. Nessa perspectiva, a citação se liga a realidade, já que muitas vezes as crianças e os jovens não são devidamente conscientizados sobre a importância em se promover socializações firmadas em sentimentos saudáveis. Em suma, entende-se que a falha da educação, e o enraizamento da naturalização sobre a falta de alguns elementos sentidos são responsáveis ​​pela liquidez das relações atuais.

Conclui-se portanto, que algo precisa ser feito sobre a falta de empatia nas relações sociais no Brasil. Para isso, o MEC, por ser o órgão mais efetivo para lidar com a juventude, precisa promover debates nas escolas e faculdades, ao visar promover o sentimento de empatia nas comunidades e indiretamente desenraizar a conseqüente naturalização. Isso, por meio da organização mensal, de aulas especiais com psicólogos e terapeutas pois são os profissionais mais transformados para lidar com as questões específicas individuais e sociais anormais.  individuais e sociais anormais. Assim, será possível reverter esse quadro e evitar a persistência de relações líquidas analisadas por Zygmunt Bauman.