ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 15/10/2021

No " reality show Big Brother Brasil", a participante Juliette foi acentuadamente criticada dentro do programa por defender e se colocar no lugar de outra confinada. Ora, fora da casa esse comportamento não é incomum, haja vista que a falta de empatia nas relações sociais no Brasil é uma realidade. Com isso, seja por falhas da escola, seja pela lenta mudança de mentalidade social, é necessário debater a temática para que o entrave seja mitigado.

Nesse sentido, vale ressaltar que a falta de ensino nas escolas sobre como tratar e se colocar no lugar do outro está entre as causas do dilema. Visto que, escritores como Martha Medeiros já alertaram sobre a importância da escola ir além de ensinar apenas disciplinas como biologia, física e demais matérias. Nesse viés, observa-se a necessidade dos educadores abordarem temas como Empatia nas instituições de ensino, pois como o Brasil é um país marcado pela desigualdade social, o ambiente mais acessível à influência de boas condutas, cordialidade e compreensão é o educacional. Dessa forma, o número de pessoas indiferentes e crítícas como na situação de Juliette podem ser reduzidos na sociedade.

Ademais, a não mudança de pensamento das pessoas, impede às vicissitudes serem resolvidas. Pois, de acordo com Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de agir e pensar, dotado de exterioridade, generalidade e coercitividade. Sob essa ótica, nota-se que a teoria do sociólogo encaixa-se na falta de empatia nas relações sociais, porque se uma criança vive em uma família que as atitudades são de insensibilidade com a causa do outro, ela tende a adotar essa conduta pela convivência em grupo. Isso, pode levá-la a caminhos repreensíveis, como por exemplo a violência.

Portanto, para que as falhas nas escolas sejam corrigidas e a mudança de mentalidade ocorra, medidas são necessárias. Dessa maneira, cabe ao Corpo docente dos ambientes escolares abordarem a temática Empatia, por meio de aulas, paletras, seminários para pais e alunos, afim de incentivar esse comportamento e contribuir com a construção uma sociedade que sabe se colocar no lugar do outro, não apenas nos relacionamentos sociais, mas dentro da comunidade (como ajudar um idoso atravessar a rua, ceder o lugar para uma gestante, entre outros). Destarte, formar-se-á adultos que sabem se colocar no lugar do outro, que não repetem fatos  como ocorrido no BBB.