ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 15/10/2021

O filme 12 anos de escravidão conta a história de um homem negro nascido livre nos Estados Unidos que lutou arduamente durante mais de uma década pela sobreviência,liberdade e não obteve o minimo de empatia daqueles que foram seus carrascos.De maneira análoga a isso,a liberdade na atualidade está relacionada a presença ou falta de empatia entre os seres humanos.Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a violência de gênero e preconceito racial .

Em primeiro plano, pode-se destacar a violência contra a mulher que teve aumento notório durante o período de pandemia, quando pessoas começaram a passar mais tempo em casa por causa do home office e passaram a descontar suas frustações em outras pessoas. Desse modo,o Ministério da Mulher,da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) registrou ,no início de 2020,mais de 105 mil denúncias de violência contra a mulher causadas,na maioria das vezes,por cônjuges e familiares. Dessa forma, evidencia-se a carência de comunicação na convivência saudável familiar e a falta de empatia na convivẽncia diária entre pessoas de diferentes gêneros.

Além disso, é notório que as diferenças raciais ainda prevalecem conectando a sociedade atual ao Brasil colônia. Consoante a isso,é necessário retomar a história dos Jesuítas,liderados por Manoel da Nóbrega,que ao chegar ao Brasil em 1549 não aceitaram que indígenas fossem escravizados e sim catequizados e evangelizados,tratamento pelo qual os negros  não foram beneficiados.Quando foram trazidos como escravos eram tratados apenas como mercadoria e mão de obra. Sendo assim,partindo do pressuposto que todos são seres humanos e precisam ser tratados da mesma forma,desde a colonização a falta de empatia já era bastante nítida e evidente, e pior ainda,trangressão dos direitos humanos causada por indivíduos religiosos que prometem em seus votos fazer sempre o bem.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham evitar e conter o aumento nos números de casos de violência contra a mulher e ampliar o conhecimento sobre empatia social na cultura brasileira. Por conseguinte, cabe às Delegacias Especializadas em Atendimento à Mulher (DEAM), que realizam ações de prevenção, proteção e investigação dos crimes de violência doméstica e violência sexual contra as mulheres, entre outros.Cabe ainda a família,escolas e mídias sociais, incentivar e educar, por meio da comuniação,esclareciemntos e campanhas, a fim de que desde a tenra idade as crianças e jovens aprendam a convivência social de forma empatica. Somente assim,a carência na convivência familiar e a falta poderão ser despragmatizadas permitindo uma sociedade justa e eficiente.