ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 18/10/2021
É cada vez mais notório o quanto discursos meritocráticos e a desigualdade social juntamente com a polarização política e a banalização da dor do outro agregam na falta de empatia nas relações sociais no Brasil.
Atualmente pode-se perceber uma banalização sobre a vivência do próximo em discursos políticos e de ódio. É perceptível um grande conflito político que afeta as relações como um todo. Sejam em debates onde as pessoas não respeitam quem tem uma opinião diferente ou até mesmo vivendo o cotidiano em sociedade.
Pautas como feminismo, preconceito racial e de gênero tem ganhado popularidade. Com isso, parte da população demonstra como a falta de empatia com assuntos tão sérios comos os citados a cima afetam a vida de mais de 50% da sociedade brasileira. Têm crescido cada vez mais casos de violência sobre a comunidade LGBTQIA+, feminicídio e racismo. Isso é o reflexo de uma socidade que não pensa no coletivo, sem respeito ao próximo.
Ademais, discursos meritocráticos que salientam a desigualdade social presente no país aumenta ainda mais a falta de compreensão sobre a dor do outro. Fazendo com que as classes mais baixas que sofrem com carência de emprego, educação, moradia e alimentação estejam cada vez mais distantes de uma realidade melhor.
“O ser humano não é nada além daquilo que a educação faz dele”. Citando Immanuel Kant, é possível fazer uma ligação sobre o quanto a educação é necessária para o cultivo de empatia no Brasil. Quando se aprende sobre a dor do outro, colocar-se no lugar dele torna-se mais fácil, porque existe um compartilhamento de vivências.
É necessário que o governo, juntamente com o ministério da educação crie campanhas com palestras em escolas e universidades, distribua panfletos e instale outdoors com a conscientização de que a empatia é importante para uma sociedade plena e saúdavel.