ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 18/10/2021
O filme 12 anos de escravidão conta a história de um homem negro nascido livre nos Estados Unidos que lutou arduamente durante mais de uma década pela sobreviência, liberdade e não obteve o mínimo de empatia daqueles que foram seus carrascos.De maneira análoga a isso,a liberdade na atualidade está relacionada à presença ou falta de empatia entre os seres humanos.Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a violência de gênero e preconceito racial .
Em primeiro plano, pode-se destacar a violência contra a mulher que teve aumento notório durante o período de pandemia, quando pessoas começaram a passar mais tempo em casa por causa do home office e passaram a descontar suas frustrações em outras pessoas.Desse modo,o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) registrou ,no início de 2020,mais de 105 mil denúncias de violência contra a mulher causadas,na maioria das vezes,por cônjuges e familiares. Dessa forma, evidencia-se a carência de comunicação na convivência saudável familiar e a falta de empatia na convivência diária entre pessoas de diferentes gêneros.
Além disso, é notório que as diferenças raciais ainda prevalecem conectando a sociedade atual ao Brasil colônia. Consoante a isso,é necessário retomar a história dos Jesuítas,liderados por Manoel da Nóbrega,que ao chegar ao Brasil em 1549 não aceitaram que indígenas fossem escravizados e sim catequizados e evangelizados,tratamento pelo qual os negros não foram beneficiados.Quando foram trazidos como escravos eram tratados apenas como mercadoria e mão de obra. Sendo assim, partindo do pressuposto que todos são seres humanos e precisam ser tratados da mesma forma, desde a colonização, a falta de empatia já era bastante nítida e evidente, e pior ainda, transgressão dos direitos humanos causada por indivíduos religiosos que prometeram em seus votos fazer sempre o bem. Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham evitar e conter o aumento nos números de casos de violência contra a mulher e ampliar os conhecimentos sobre empatia social na cultura brasileira. Por conseguinte, cabe ao Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos (MMIRDH), órgão responsável por implementar, promover e assegurar os direitos humanos no Brasil, fazer campanhas de conscientização e esclarecimento, por meio de escolas e veículos de comunicação, a fim de que possa-se incentivar e educar crianças, jovens e adultos sobre a convivência social de forma empática. Somente assim, a carência na convivência familiar e a falta de empatia poderão ser despragmatizadas, permitindo uma sociedade justa e eficiente.