ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 12/11/2021

Conhecida como “Cidadã” por ter sido concebida no processo de redemocratização, a Constituição federal foi promulgada em 1988 com a promessa de assegurar o direito de todos os brasileiros. No entanto, apesar da garantia constitucional, nota-se que a precariedade da empatia social se configura como uma falha no princípio de isonomia. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude da base educacional lacunar e da ingerência estatal.

Nesse cenário, é importante ressaltar que a falta de empatia no corpo social permanece devido à base educacional lacunar. Ademais, segundo Aristóteles, a educação é o caminho essencial para a formação da vida pública, à medida que apoia o bem — estar da cidade. Nesse viés, se há um problema social sua base é a precariedade da educação. No que tange à precariedade da empatia social, percebe-se a influência dessa causa, uma vez que o educandário não atuando seu papel no sentido de retroceder o problema, pois não oferecem às classes escolares materiais que ajam na resposta da questão. Dessa forma, enquanto o ambiente escolar não preparar devidamente seus discentes, o entrave da falta de empatia social perdurará sobre o país.

Outrossim, sob essa ótica, constata-se a ingerência estatal como um dos complicadores do problema. Nesse contexto, segundo o filósofo iluminista Rousseau, cabe ao Estado viabilizar ações que garantem o bem — estar coletivo. Porém, nota-se no Brasil, que a precária empatia social rompe com as defesas do filósofo iluminista, já que a falta de investimento na educação, principalmente sobre a importância das relações sociais para a sociedade, desenvolvendo assim o respeito com todas as pessoas. Desse modo, uma ingerência estatal é um fator agravante a essa problemática.

Portanto, para que a adversidade seja minimizada, é necessária a intervenção das autoridades competentes. Sendo assim, o Ministério da Educação, em parceria com empresas, promova, para a rede pública e privada, por meio de cursos sobre como abordar conflitos sociais em sala de aula. Esses cursos devem ser digitais e gratuitos, ensinando diferentes ferramentas e métodos. Nesse sentido, o intuito da proposta é conseguir diferentes soluções em conjunto com os alunos. Somente assim, esse problema obterá os caminhos mais próximos para a solução.