ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 08/11/2022
A empatia é uma necessidade salutar, mas ocorre aquém do esperado na sociedade contemporânea brasileira. Embora avanços sejam notados, cabe reconhecê-los como insuficientes em face da normatização do individualismo e da má conduta do ser humano. Logo, torna-se imprescindível discutir novas metodologias ativas, a fim de combater a falta de empatia nas interações sociais.
Com efeito, nota-se um individualismo histórico na sociedade. No século XVIII, o iluminismo entra em vigor no Brasil a partir da apropriação cultural europeia, instaurando o papel da racionalidade e a valorização do indivíduo singular. Sob essa ótica, a falta de empatia se insere nesse contexto, que desenvolve um idealismo de preocupação individual e enfraquece as relações sociais. Por esse viés, é primordial o resgate acerca do entendimento sobre o próximo e da importância atribuída na sua prática proto-cooperativa.
Por conseguinte, observa-se uma conduta errônea no Homem. Nesse sentido, o filósofo Thomas Hobbes discute a essência má do ser humano movido por seus desejos e vontades individuais. Sobre isso, o conceito Hobbesano apresenta-se aplicável na sociedade brasileira, haja vista a preocupação inicial de ascensão singular e desprezo às questões sociais. Como prova, o capitalismo propiciou a criação de um indivíduo focado em seu enriquecimento pessoal e pouco influenciado por vínculos sociais. Desse modo, a conduta apática do ser humano, torna-se mais vigente em um sistema político individualista.
Portanto, é urgente uma ação dos atores sociais diante da falta de empatia nas relações sociais. Para tanto, o indivíduo - responsável pelas influências sociais - deve banalizar a prática individual e rever a natureza da sua conduta, por meio do desenvolvimento intelectual e reflexões acerca do seu papel na sociedade e na vida do outro, a fim de combater a falta de empatia e fomentar relações sociais sadias no território brasileiro.