ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 05/11/2021

No filme “Extraordinário” o garoto Auggie passa por diversas situações desrespeitosas em sua escola, por possuir uma aparência diferente das demais crianças. Fora da ficção, histórias como do personagem se repetem diariamente, a intolerância com o distinto e a falta de empatia nas relações sociais escancara um grande problema coletivo, e os principais motivadores desse fenômeno são: o bullying e o racismo.

Em primeiro plano, observa-se os casos recorrentes de bullying, principalmente nas escolas brasileiras. Relacionado a isso, a própria instituição de ensino não compre seu papel de educar, possibilitando situações assim. Sobre isso, Zygment Bauman, sociólogo polonês, desenvolveu o conceito das “instituições zumbi”, que apesar de possuir um nobre objetivo e manter sua forma a todo custo, perdem sua função social. Com isso, apesar de no papel as escolas possuírem enorme responsabilidade de moldar as relações entre crianças e adolescentes, não se atinge esse propósito. Dessa maneira, muitos jovens não possuem o amparo necessário no ambiente escolar, podendo ocorrer casos de bullying, o que ocasiona doenças psicológicas, tais como a ansiedade e depressão.

Ademais, muitas relações brasileiras de respeito são estabelecidas através das aparências e riquezas que um indivíduo possui. Em casos como o mencionado, nota-se o caso da “Zara Zerou”, código de conduta seguido por funcionários de uma loja de alto padrão, que caso se deparassem com alguém pobre ou negro adentrando na loja, utilizavam essa linguagem como forma de alerta. Tal fato exemplifica como a empatia e respeito podem ser seletivos no Brasil, pois que não possui uma fisionomia considerada padrão ou não possui dinheiro, não é digno de poder circular em certos locais e é impossibilitado de receber um atendimento igualitário.Desse modo, aumenta a desigualdade social e permite maior intolerância e falta de respeito com diversos brasileiros.

Portanto, para que exista maior empatia entre as relações sociais no Brasil, o Ministério da Educação deve criar campanhas de incentivo ao respeito entre os indivíduos, por meio de palestras e cartazes que demonstre que as diferenças devem ser respeitadas. Tal medida visa diminuir a taxa de bullying entre os jovens, permitindo assim, que eles cresçam e se tornem adultos conscientes, não julgando quem possui menos dinheiro ou uma cor de pele diferente. Desse modo, histórias como “Extraordinário” fiquem apenas na ficção.