ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 15/11/2021
A Brasil e a desconstrução social
“Ninguém é igual a ninguém. Todo o ser humano é um estranho ímpar”, citou Albert Einstein. Embora seja um tema de “longa data”, nunca estivemos mais infiltrados nessa realidade, quanto estamos nos anos de 2020 e 2021 com o advento das redes sociais: a falta de empatia nas relações sociais no Brasil. Ainda que evidentemente, o mesmo trouxe a tona a realidade de pessoas consideradas fora do padrão, que enfrentam diariamente a discriminação.
Em primeira análise, é importante destacar o tradicionalismo e individualismo como um dos fatores da falta de empatia nas relações sociais no Brasil. Paralelamente, os indivíduos dessa nova era moldam seus comportamentos, em busca de satisfazer seus próprios interesses e terem um bom status social. Desse modo, tem-se pessoas mais egoístas e intolerantes, o que contribui, lamentavelmente, para um aumento da violência, como os crimes de ódio. Evidencia-se, portanto, a importância da empatia para uma sociedade mais harmônica.
Doenças psicológicas, orientação sexual, religiões de matrizes africanas e características negras/pretas são alguns dos fatores em que a população brasileira exclui e de qualquer forma julga o próximo. Exemplos nítidos e que se passam majoritariamente despercebidos são os apelidos, piadas e a pressão social direcionados a esse público, juntamente com a agressão e a exclusão social que ainda acontece.
Contudo, é de suma importância que os Estados, por meio de leis e investimentos, com um planejamento adequado, estabeleçam políticas públicas efetivas que erradiquem os estigmas discriminatórios no Brasil. Além disso, é fundamental que as instituições educacionais promovam, por meio de campanhas de conscientização para os alunos e seus responsáveis, informações sobre a desconstrução do conceito de sociedade tradicional, entendendo a importância de um tratamento indiferente no meio social, com o intuito da interação social livre de estigmas no Brasil.”