ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 11/11/2021
Durante o primeiro século, um homem chamado Jesus, reconhecido líder religioso, caminhava pela região do Oriente Médio pregando o amor ao próximo e ensinando aos seus seguidores que era necessário compreender e perdoar o outro como a si mesmo. Entretanto, nota-se, contemporaneamente, que a banalização do sofrimento humano está diminuindo a empatia entre os brasileiros. Tal fato se justifica porque a crescente violência no Brasil tem tornado os brasileiros insensíveis às causa alheias, ademais, a falta de emapatia resulta em maior desigualdade social no país.
Em uma primeira análise, é preciso elucidar que o recorrente cenário de violência nas cidades brasileiras tem normatizado a indeferença ao sofrer do outro. De acordo com Sartre, filósofo contemporâneo, a existência do ser humano precede a sua essência, dessa maneira, o indivíduo e sua compreensão da dor alheia tem determinações influenciadas pelo meio de convivência. Analogamente a ideia de Sartre, o ambiente violento do Brasil dissolve as relações empáticas , visto que a essência do ser, moldada pelo meio em que ele vive, é tomada unicamente pelo medo, preocupada exclusivamente com a manutençao de sua integridade. Assim, compreende-se que o sentimento do outro não causa sensibilização, já que a preocupação, em mundo corrompido pela má-fé, deixa de ser cuidar do próximo para não ser agredido por ele.
Outrosssim, é necessário refletir sobre o aumento das diferenças socioeconômicas em uma sociedade com relações, em sua grande parte, de indifereça entre seus cidadãos. Segundo Reginaldo Manzotti, padre da Igreja Católica, a empatia é uma virtude que não permite o foco apenas em si mesmo, mas, também, nas necessidades de terceiros. Logo, corroborando o raciocínio do padre, percebe-se que a falta de se colocar no lugar do próximo torna o ser humano egocêntrico, o qual, voltado apenas para suas necessidades e esbanjos pessoais, “fecha os olhos” ao próximo que, muitas vezes, está carente de um amparo de ordem social e econômica.
Desse modo, faz-se necessário criar medidas que assegurem o aumento das relações empáticas na sociedade brasileira. Para isso, será necessário que o Ministério da Cidadania - maior e mais importante instituição de desenvolvimento social do Brasil-, por meio de palestras em feiras culturais intinerantes e virtuais, dissemine a importância da empatia nas relações sociais, para que, assim, os brasileiros se coloquem um no lugar dos outros, diminuindo a desigualdade e consequente violência no país. Feito isso, o Brasil evoluirá para uma sociedade que, semelhante aos discípulos de Jesus, os seres integrantes aprendam a amar e comprrender o próximo.