ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 12/11/2021
Ao longo de toda a história brasileira, diversos entraves foram encontrados na tentativa de desenvolvimento da nação. Infelizmente, dentre eles, destaca-se, devido à sua recorrência na conjuntura hodierna, a falta de empatia nas relações sociais. A partir de uma análise desse impasse, percebe-se que o ele está vinculado não só à carência da mentalidade social, mas também ao seu silenciamento.
Convém ressaltar, a princípio, que a ausência da consciência social é um fator determinante para a persistência do problema. Para o sociólogo Gilles Lipovetsky, a sociedade atual enfrenta efeitos da chamada hipermodernidade, ou seja, uma constante propagação do individualismo exacerbado somado a um contexto ausente do exercício de alternidade. Tal constatação é nítida, uma vez que, de acordo com a Revista Pazes, a cultura do egoísmo é almejada por grande parte da população, a qual promove preconceitos e discriminação e, ao mesmo tempo, condena a presença de violência em sua nacionalidade. Assim, é inadmissível que o poder público não busque maneiras de conscientizar as pessoas sobre a necessária mudança de mentalidade a respeito desse maléfico comportamento.
Além disso, outra dificuldade enfrentada é a falta de debates. Segundo a filósofa brasileira Djamila Ribeiro, ‘‘É preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas’’. Entretando, há um silenciamento instaurado na questão da escassez de empatia entre os convívios sociais no Brasil, visto que pouco de fala sobre o tema nas mídias de massa e na escola, gerando a desinformação da maioria da população. Logo, urge tirar essa situação da invisibilidade para atuar sobre ela, como defende a pensadora.
Portanto, para solucionar o entrave da falta de empatia nas relações sociais, medidas precisam ser tomadas. Para isso, as Secretarias Municipais da Educação, em parceria com o governo estadual, devem criar oficinas educativas em locais públicos de grande circulação, para a população em geral, por meio de palestras de profissionais da área, que orientem a respeito das graves e devastadoras consequências geradas pela carência de afeto entre as relações sociais, com a finalidade de fermentar debates sociais sobre o tema e, consequentemente, soluções, como é proposto por Djamila Ribeiro.