ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 16/11/2021

A pandemia de Covid-19 mostrou ao mundo como a prática da empatia era pouca, tendo em vista as inúmeras ações que foram tomadas para ajudar os outros por causa dessa doença. Nesse sentido, é possível perceber que a população brasileira conta com a falta de empatia nas suas relações sociais. Sob esse viés, torna-se importante destacar dois aspectos da sociedade: o individualismo e a mentalidade capitalista.

De início, evidencia-se que a sociedade brasileira moderna é muito individualista, causando uma falta de empatia nas suas relações. De maneira análoga, o sociólogo Zygmund Bauman, em seu livro “Modernidade Líquida”, fala que uma das características do mundo atual é o extremo pensamento individual. Assim, esse aspecto moderno impede as pessoas de enxergarem umas às outras, tornando os seres humanos egoístas e os dá a possibilidade de criar barreiras entre diferentes grupos.

Ademais, vale ressaltar que a mentalidade capitalista tem grande participação na falta de empatia da sociedade, visto que, segundo o filósofo Karl Marx, esse sistema prioriza o lucro em detrimento de outros valores. Desse modo, cria-se uma competitividade entre grupos econômicos, fazendo com que os que possuem os meios de produção explorem os trabalhadores a fim de obter o maior faturamento possível, além disso, eles exploram os recursos naturais desenfreadamente.

Portanto, urge a necessidade de resgatar a empatia nas relações sociais da sociedade brasileira. Sendo assim, o Ministério da Cidadania, responsável por zelar pela sociedade, em parceria com ONG’s, deve criar campanhas alertando toda a população sobre importância da empatia na vida pública e privada, além de apontar medidas para que haja o exercício dessa ação, por exemplo, a doação de algo para essas instituições parceiras. Sendo assim, será possível ver um aumento do carinho social e outros valores, bem como a diminuição do pensamento individual. Somente assim, não será preciso que situações extremas, como a da pandemia do Covid-19, aconteçam para que as pessoas sejam empáticas.