ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 16/11/2021

No filme “Coringa”, é retratado a vida de Arthur Fleck, que em virtude de sua doença mental, é discriminado pelo corpo social, agravando seu estado clínico. Fora das telas de cinema, observa-se que essa realidade é muito comum no Brasil, pois a falta de empatia nas relações sociais é colossal, sendo fulcral a ampliação de políticas para mitigar essa anomia social. Diante disso, para o debate efetivo dessa questão, cabe analisar a eficiência educacional e o descaso social frente à problemática.

Diante desse cenário, é válido reconhecer que esse panorama é amplificado pelo falho sistema educacional do país .De acordo com Sêneca,filósofo estoico da Grécia antiga,a educação exige os maiores cuidados,pois influi toda vida. No entanto, a desigualdade social presente na maioria das cidades, que não tem ensino de qualidade para todos, além do método didático baseado em apenas “memorizar e repetir” corrobora na infância para o desafeto com o próximo. Isso contribui para crimes de ódio como feminicídio e etnocídio, pois na lógica do autor, essa insensibilidade continua para toda longevidade.

Ademais, outro aspecto que consolidada para o crescimento dessa indiferença é o descaso social.Isso pode ser explicado pelo historiador Sérgio Buarque no livro “Raízes do Brasil”, no qual esclarece o comportamento brasileiro como “Homem Cordial”, uma vez que os indivíduos desenvolvem uma relação de omissão diante dos conflitos.Dessa forma, a luta pelos direitos dos desfavorecidos, principalmente no que se refere a zonas periféricas, não ocorre,pois o brasileiro, na lógica do autor, tende a ser neutro à realidade em sua volta.

Portanto, pode-se inferir que os entraves relacionados à falta de empatia nas relações sociais é um tema relevante e que carece de soluções.Sendo assim cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável por todo sistema educacional brasileiro, promover medidas que aprimorem o ensino escolar, por meio da construção de boas escolas para a população de baixa renda e um desenvolvimento das habilidades socioemocionais dos alunos com finalidade de controlar os efeitos decorrentes dessa problemática desde do início.Com efeito social, a realidade será mais unida, contrariando o conceito de “Homem Cordial” de Sérgio Buarque.