ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 17/11/2021
Irmã Dulce foi uma freira conhecida por sua ajuda aos mais necessitados. Tais ações só foram possíveis devido ao sentimento empático que existia em seu coração. No entanto, no Brasil hodierno, a situação não é a mesma, uma vez que, infelizmente, a falta de empatia nas relações sociais se encontra presente. Nesse viés, torna-se crucial analisar as causas desse revés, dentre os quais se destacam um sistema educacional deficiente e a desigualdade social. Sendo assim, analisar o tema se torna extremamente importante para compreender o assunto.
Em primeiro lugar, pode-se perceber que um sistema de ensino com problemas pode gerar cidadãos que não consigam se colocar no lugar do outro. Isso acontece em razão de um foco, quase exclusivo, do processo educacional brasileiro para o mercado de trabalho, uma vez que aulas sobre solidariedade, cidadania, e, sobretudo, empatia se encontram ausentes das escolas.Sob essa perspectiva, segundo o filósofo alemão, Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Ou seja, diante do cenário apresentado, fica claro como poderão ser formados profissionais extremamente capacitados em suas profissões, mas deficientes no sentido de entender as dores do próximo. Sendo assim, tendo em vista a falta de um sentimento empático, discursos de ódio e discriminação são favorecidos nocivamente no país.
Além disso, outro fator que intensifica a falta de sentimento empático entre os indivíduos é a desigualdade social. Sob esse viés,segundo dados do site “G1”, os 1% mais ricos do Brasil representam 49% da riqueza nacional. Dessa maneira, observa-se que esse cenário gera prejuízos para a parcela da população mais necessitada, haja vista que, diante da concentração de renda excessiva, situações como fome, pessoas em situação de rua e discriminação, são potencializadas. Nesse contexto, fica evidente como a falta de empatia se potencializa nesse cenário, pois a existência de uma desigualdade tão grande dificulta a capacidade dessa parcela mais favorecida de se colocar no lugar do outro.
Portanto, para resolver essa problemática, medidas precisam ser tomadas. O Ministério da Educação, principal responsável pela criação de políticas educacionais no país, por meio de um projeto de lei enviado à Câmara dos Deputados, deve fornecer condições básicas para que situações como essa não aconteçam, como por exemplo, discussões em sala de aula sobre como se colocar no lugar do outro, como entender as diferenças entre os alunos. Espera-se, com isso, promover a presença da empatia entre o corpo social brasileiro. Ademais, o Ministério da Economia, por meio da verba da União, deve promover projetos que visem diminuir a desigualdade econômica do país, a fim de criar uma sociedade que saiba compreender as dificuldades do próximo. Só assim o Brasil poderá seguir os passos de Irmã Dulce para um país mais empático.