ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 18/11/2021
Segundo Nelson Madela, ex-presidente da África do Sul, a educação é a maior arma que se pode usar para mudar o mundo. Assim, ao analisar a falta de empatia nas relações sociais no brasil, entende-se que parte das causas dessa problemática originam-se a partir de um sistema de educação popular que é falho em seu papel de formação ética e humanística. Quanto às causas, pode-se apontar dois fatores: o deficit educacional e a falta de influência midiática.
De início, sabe-se que a educação é o maior fator para a economia de um país, e como décimo terceiro colocado na economia mundial, seria plausível afirmar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Em contrapartida, a realidade acaba sendo o oposto e o resultado desse contraste é refletido na individualidade excessiva, ou seja, falta de empatia ao próximo, existente no Brasil atualmente. É conveniente, por isso, expor a citação do filósofo Immanuel Kant, que diz: “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele.”. Refletindo sobre esse conceito, vê-se que é necessário para um saudável desenvolvimento humano a inclusão disciplinas de ética e relações pessoais na grade estudantil do ensino básico.
Ademais, faz-se relevante salientar a falta de influência midiática como impulsionadora do problema, visto que a falta da disseminação, nos principais veículos de comunicação, como redes sociais e televisivas, do incentivo à empatia como forma de enriquecimento social, dificulta a disseminação da importância desse sentimento para a civilização. Justamente por isso, cabe trazer o ensinamento de Confúcio, filósofo chinês: “Não faça aos outros o que não quer que seja feito com você.”. Portanto, entende-se que é necessário a popularização de conceitos básicos de comportamento em sociedade para obter-se a a empatia, o respeito e bem-estar coletivos.
Logo, sendo o deficit educacional e a falta de influência midiática os fatores que fomentam a problemática, medidas para o contorno são: a inclusão de disciplinas de humanismo na grade estudantil, além do incentivo governamental à transmissão de propagandas e campanhas de consientização, como forma de promover coletivamente a empatia e a solidariedade. Tais objetivos podem ser alcançados por meio de parcerias entre o Ministério da Educação e o Estado, que juntos devem iniciar programas sociais de ensino à boas práticas e condutas em sociedade, além da criação de propagandas que devem ser transmitidas massivamente, em rede nacional, seja por televisão ou internet. Nesse sentido, o intuito de tais ações é resgatar o princípio básico da ética e empatia para promover uma civilização cada vez mais sustentável e humanística.