ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 18/11/2021
De acordo com Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população. No entanto, quando se observa a falta de empatia nas relações sociais no Brasil, nota-se que o princípio imposto por Hobbes não se concretizam na prática. Certamente, as bolhas sociais criadas na atualidade junto da normalização das ações não empáticas são entraves que contribuem para essa problemática.
Precipuamente, com o surgimento das tecnologias e das redes sociais, vieram em conjunto as inteligências artificiais (IA), as quais tem como principal objetivo manter o indivíduo conectado, selecionando, na maior parte do tempo, apenas conteúdos de acordo com o perfil do usuário, mantendo-o em um fechamento informacional. Além disso, na série Black Mirror em um de seus episódios, “White Bear”, a protagonista é exposta a situações de extremo estresse e constantemente levado ao máximo de desgaste físico e mental, para ser punida por suas ações do passado e com a finalidade de entreter outras pessoas. De maneira análoga, com a dimensão da web, as proporções das agressões podem se tornar incalculáveis, pessoas podem ser expostas nas redes onlines por exemplo, e os que expõe se mostram indiferentes aos danos que podem causar à terceiros.
Outrossim, na série “Todo mundo odeia o Chris”, o personagem principal está repetidas vezes sendo vítima de agressões físicas, constrangimentos etc, pela sua cor de pele. Analogamente, no Brasil, a situação de jovens negros em ambientes escolas, não se difere da vivenciada por Chris. Ademais, de acordo com a socióloga Hannah Arendt em seu conceito de banalidade do mal: quando uma atitude agressiva acontece repetidas vezes, as pessoas deixam de vê-la como errada. Destarte, a não intromissão em situações como as ditas anteriormente, causa a continuidade das atitudes agressivas, o que torna evidente a carência de atenção pública para diminuir essa situação.
Em suma, é inegável que medidas são necessárias para amenizar esse problema. Portanto, o governo e o Ministério da Educação devem voltar maior atenção a atual falta de empatia, por meio de campanhas nas redes midiáticas para tornar o discurso sobre esse assunto mais frequente, com o intuito de sensibilizar a população e assim diminuir situações de estresse e ódio entre os cidadãos no dia a dia. Além do mais, o Ministério da Educação deve, por meio de palestras nas escolas, promover a discussão e conscientização sobre os assuntos de indiferença mais presentes entre os jovens desde cedo. Dessa maneira, concretizar o princípio imposto por Hobbes.