ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 18/11/2021
No dia 12 de Junho é comemorado, mundialmente, o dia da empatia com o intuito de comemorar os benefícios de uma sociedade empática. Entretanto, no Brasil atual a realidade é de um povo antipático e não caridoso, colocando sempre a própia vontade em primeiros planos. Portanto, para maior compreensão acerca do assunto é necessário a análise do vínculo desse costume negativo no brasileiro e as consequências do mesmo.
Inicialmente, é vital a discussão sobre como esse péssimo hábito já está enraizado nas ações dos verde-amarelos. É, de fato comum, que o chamado popularmente de “jeitinho brasileiro” mora em cada um dos cidadãos podendo ser visto nas pequenas irregularidades cotidianas como furar fila, burlar marcações de trânsito para benefício própio e entre outras. Sendo uma famosa justificativa para inúmeros atos insensatos e desrespeitosos vistos diariamente nas ruas, esse costume já faz parte, há muito tempo, da criação familiar e do jeito de ser dos antigos e dos novos habitantes e, por conseguinte, está fardado a continuar em geração após geração. Nesse viés, essa tradição irá permanecer encravada por muito tempo sem que a população note a real dimensão do problema.
Outrossim, é relevante destacar as consequências dessa maneira comum de ser do povo nacional. Observa-se, regularmente, a insatisfação geral contra os políticos corruptos e gananciosos do cenário, porém, esses homens públicos fazem apenas o que todos costumam fazer no dia a dia, passar os seus desejos e necessidades por cima dos outros, e os reflexos desse fato são vistos na falta de ação pública nas favelas, desvios de verbas públicas e várias outras infrações, gerando miséria e grave desigualdade social. Então, os resultados desse costume estão longe de ser leves e afetam, constantemente, a qualidade de vida de grande parcela de indivíduos no país.
Logo, é de urgente necessidade que esses problemas éticos sejam desconstruídos da cultura nacional. Dessa forma, o Ministério da Educação aliado à ONGs (organizações não governamentais) deve resolver o obstáculo via grandes palestras educacionais em todo o país sobre a importância da empatia nas relações sociais, tendo como alvo o público infantojuvenil no intuito de criar cidadãos conscientes e esclarecidos no futuro. Dessa maneira irá ser comum notar mais gentileza nas ruas e no cenário político, tendo resultados sociais gigantescos.