ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 20/11/2021

São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Entretanto, a questão da falta de empatia nas relações sociais no Brasil contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que, no Brasil, vários grupos minoritários são violentados devido a essa lacuna e ao preconceito. Nesse sentido, a problemática tem como causas a falta de debates e a má influência midiática.

Deve-se pontuar, de início, que a falta de debates acerca da importância da empatia é uma causa latente para a persistência do problema. De acordo com o filósofo Voltaire, o preconceito é a opinião sem conhecimento. Em paralelo à máxima, observa-se a importância da educação sobre o âmbito social, para a desconstrução de ideias infundadas sobre a pluralidade humana, para que os crimes de ódio sejam extinguidos e a empatia prevaleça nas relações sociais.

Além disso, cabe ressaltar que a má influência midiática é outro grande impedimento para a resolução do problema. Consoante o sociólogo Pierre Bourdieu, aquilo que foi criado para se tornar instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Sob essa lógica, a mídia se enquadra como um mecanismo de opressão ao não incentivar a sociedade a praticar a empatia, por meio da divulgação de pessoas que realizam trabalhos voluntários, pois, segundo a revista Pazer, os gestos destes seres, muitas vezes, não recebem a devida atenção das redes de divulgação e de comunicação.

É necessário, portanto, que ações sejam desenvolvidas para alterar esse cenário. Para isso, o corpo docente deve incluir nas salas de aula o debate acerca da importância da empatia, por intermédio da discussão de casos de violência e suas motivações, com o intuito de sensibilizar o corpo discente e promover a cidadania e a empatia em suas atitudes. Tal ação pode, ainda, ser divulgada nas redes sociais e nas mídias televisivas, juntamente com dados e informações sobre a violência motivada pelo preconceito, com o objetivo de ampliar ainda mais o público alvo, democratizar a informação e promover a empatia nas relações sociais, atenuando o problema vigente na sociedade brasileira.