ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 24/11/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada em 1948 pela ONU - assegura a todos os invidíduos o direito à bem estar no mundo. No entanto, a falta de empatia existente no Brasil impede que uma parcela da população usufrua desse direito internacional tão importante. Nesse sentido, é necessário apontar os fatores que favorecem a falta de empatia existente no país.

Mormente, é imperativo apontar como o consumismo existente tende a afetar a empatia entre a população. Sendo assim, o capitalismo implantado no país afeta indiretamente a existência de empatia, visto que a brusca diferença de classes sociais existentes tende a passar a elite, um sentimento de superioridade em relação às classes mais pobres, dessa forma, contribuindo para o egocentrismo e, consequentemente, a falta de empatia. Segundo o filósofo alemão Karl Marx, no século XIX, ‘‘A história da sociedade é a história da luta de classes’’, deixando clara a brusca diferença de classes na sociedade desde a antiguidade.

Ademais, é fundamental apontar o sensacionalismo da mídia como impulsionador da falta de empatia no Brasil. Diante disso, a exposição em excesso dos cidadãos em situação de rua na mídia tende a banalizar a situação em que eles vivem, tornando raro os casos de empatia com os moradores de rua pela população. Tal afirmação pode ser comprovada diante ao recente relatório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), que afirma que a quantidade de moradores em situação de rua, que não conseguem obter uma fonte de renda, ultrapassa os 200 mil. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, da necessidade da reformulação desse cenário existente no Brasil. Para isso, é necessário que a mídia, principal meio de comunicação no país, por meio de reportagens e artigos, divulgue os benefícios que as pessoas obteriam  caso houvesse empatia entre à população, para dessa forma, se consolidar uma sociedade em que todos se respeitam e exerçam seus direitos de bem estar.