ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 16/12/2021
Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade e teceu críticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam essa nação. Fora da ficção, percebe-se aspectos semelhantes no que tange à questão da falta de empatia no Brasil. Nesse sentido, é racional afirmar que esse problema persiste em razão da má influência midiática e desigualdade social.
Primeiramente, o silenciamento da mídia caracteriza-se como um complexo dificultador para promover a empatia no Brasil. De acordo com o sociólogo Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, é possível observar que os grandes veículos de informação não trazem à pauta esse lado individualista do ser humano, acentuando os crimes de ódio e intolerância por parte da sociedade.
Além disso, há a desigualdade social como promotor do problema. De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o Brasil é o sétimo país mais desigual do mundo, e isso reflete em um cenário desafiador. Nesse viés, é notório que a sociedade está sempre em constante busca pelo crescimento pessoal, e isso, na maioria dos casos, os fazem agir de forma inconsequente, no sentido de não respeitar a situação do próximo e colaborando para um ambiente hostil.
Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Para isso, o Ministério da Educação, com o apoio do Ministério da Cidadania, deve criar uma campanha nas mídias sociais, que estimulem o trabalho voluntário como forma de promoção à empatia nas escolas, por meio de relatos de pessoas que realizam essas atividades, abordando a importância e as principais contribuições desse grupo, com a finalidade de reverter o silenciamento midiático e promover a empatia.