ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 26/01/2022
Empatia é a faculdade de compreender os sentimentos dos outros seres humanos. Tal virtude é um recurso escasso na sociedade brasileira, uma vez que os brasileiros desperdiçam tempo na internet, e tal esfera corrobora para aumentar o individualismo no corpo social. Ademais, o sistema econômico vigente tem como base o exclusivismo. Portanto, sem a capacidade de compreensão as relações sociais são comprometidas.
A priori, de acordo com o G1, o Brasil está entre as nações que mais utilizam a internet. Contudo, a esfera digital é perpetuadora do egocentrismo, uma vez que é um meio para a validação do ego. Nesse viés, nos meios midiáticos (Instagram, Metaverso, Twitter, WhatsApp, You Tube, dentre outros), as pessoas querem ser admiradas e elogiadas pelos seguidores, esse fato pode tornar as pessoas mais individualistas, já que por serem ‘‘importantes’’ desprezam o sofrimento alheio e focam apenas na imagem pessoal, isto é, no ‘’eu’’. Logo, tais meios midiáticos incentivam o narcisismo e ofuscam a empatia na sociedade Brasileira.
Outrossim, para o filósofo da antiguidade Aristóteles, o ser humano é, naturalmente, um animal social e político. Assim sendo, para que esse papel político e social seja efetivado, deve haver empatia nas relações humanas. Todavia, não é o que se nota na realidade, uma vez que um dos pilares do capitalismo é a valorização do homem autosuficiente, tendo em vista que o Romantismo, escola literária patrocinada pela burguesia, valorizava a autosuficiência nos heróis. Em contrapartida, ser empático vai contra esse princípio de independência/individualismo, empatia consiste em pensar no coletivo/próximo. Destarte, as relações sociais no Brasil carecem de empatia por causa do sistema econômico e do uso exacerbado das redes sociais.
Em suma, a família - primeiro meio de socialização e o mais importante - deve orientar as crianças/adolescentes a ter atitudes de solidariedade com o próximo. Isso pode ser concretizado por intermédio de limites impostos pelos pais para os filhos acessarem as redes sociais, paralelamente, deve haver um aumento das interações físicas, e também do incentivo em compartilhar/doar brinquedos, comidas e roupas para as famílias mais carentes. Só assim, a sociedade será mais coesa e amigável.