ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 16/02/2022

Segundo o filósofo Robert Vischer, a empatia trata-se de compreensão emocional e afirma a necessidade de promover empatia ao próximo para o

bom funcionamento da sociedade. Entretanto, no cenário atual brasileiro, é

evidente a falta desse sentimento nas relações sociais, conforme pode ser visto no

número de casos de violência contra a mulher e de agressão aos indivíduos com

orientação sexual distinta. Assim, torna-se necessária a adoção de medidas pelos

órgãos governamentais e pela população, visando o retorno da harmonia

interpessoal.

Vale analisar, como fator primordial, a ausência de empatia expressa na

quantidade de crimes de feminicídio. Esse complexo da superioridade masculina

é consequência do período colonial, quando o homem era responsável pelos

negócios da família e enviado para estudar em Portugal, enquanto a mulher

atuava nas atividades domésticas e era preparada para ser mãe.

Cabe avaliar, também, a falta de empatia retratada nos casos de violência

contra pessoas com orientação sexual distinta. Casos de discriminação à comunidade LGBTQ+ ocorrem diariamente no território brasileiro,

feitos por pessoas não ensinadas a respeitar os aspectos individuais de outros

indivíduos, podendo causar traumas profundos nas vítimas, quando elas não são

mortas. Portanto, torna-se fundamental a mediação dos governantes e da polícia

para garantir a segurança dessas pessoas.

Mediante os fatos expostos, é dever das escolas, por meio de parcerias com

as famílias dos estudantes, estabelecer um horário para dialogar sobre a

estruturação do pensamento machista na sociedade, mostrando a sua origem e

as consequências advindas do período colonial, para criar homens mais

empáticos e, consequentemente, diminuir o número de casos de violência contra a mulher. Só assim será possível promover a conecção emocional da empatia e consequentemente uma sociedade mais equilibrada.