ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 10/07/2022
Na carta de Pero Vaz de Caminha em sua chegada ao Brasil é possível notar a incompreensão em relação aos nativos, os quais logo foram taxados de selvagens, os inferiorizando, o que abriu espaço para séries de exploração e violência. Esse fato histórico deixa claro que as relações sociais no Brasil sempre foram feitas a partir da hierarquização e da falta de empatia, tal fato que serviu, na atualidade, como impecilho para a superação do feminicídio e da homofobia.
A empatia pode ser definida como um sentimento de compreensão o qual um indivíduo se põe no lugar do outro, respeitando as diferenças e individualidades do mesmo. Assim, a falta de empatia torna as pessoas individualistas e ignorantes quanto a percepção das particularidades alheias, os rebaixando à seres inferiores, como aconteceu com as mulheres perante o sexo masculino. E é por causa disso que as mulheres até hoje são submetidas diariamente ao desrespeito, sofrendo assédio, sendo vítimas de violência e até assassinadas, perpetuando as altas taxas de feminicídio.
Além desse problema, a ausência de compreensão quanto a pluralidade de pessoas também tem afetado a integridade de pessoas LGBT’s. Na série inglesa Heartstopped é possível visualizar momentos de agressividade física e verbal que os protagonistas junto aos seus amigos sofrem em decorrência de suas orientações sexuais, tidas como “incorretas” pela sociedade por serem diferentes daquilo que julgam como correto. Esses atos infelizmente são ocorrem apenas na ficção e sim são recorrentes na vida de muitos brasileiros LGBT’s, o que deixa claro a necessidade de empatia para a superação da homofobia.
Portanto, com o objetivo de formar uma sociedade mais empática, a fim de ultrapassar o feminicídio e a homofobia, será preciso a adoção de uma medida por parte do Estado. Tal medida será efetivada por meio do acionamento do Ministério da Educação que irá colocar como obrigatório nas escolas o ensino igualitário, no qual, através das próprias matérias, ensinarão as diferentes realidades e a necessidade do respeito para mulheres e LGBT’s. A iniciativa contará também com o apoio das mídias na promoção da igualdade, expondo com naturalidade e dando visibilidade aos diferentes grupos sociais, promovendo assim a inclusão.