ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 16/03/2022
Na obra ‘‘Utopia’’, o escritor Thomas More retrata uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Porém, o que se observa na contemporaneidade é o oposto do que o autor prega, uma vez que a falta de empatia nas relações sociais ainda permanece no Brasil. Dessa forma, cabe a avaliar os fatores que favoreçam esse quadro.
Em uma primeira análise, nota-se que a negligência em investimentos educacionais como um dos fatores para a continuação dessa problemática. Segundo Nelson Mandela, pai da moderna nação sul-africana, a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo. Diante do exposto, o ensino infanto juvenil ao ser trabalhado em sala de aula consegui influenciar de forma positiva a formação cidadã desses alunos. Dessa forma, cabe à escola mostrar ser empático, fazendo com que crianças e jovens criem senso da responsabilidade e assumam o papel de protagonistas nas mudanças do mundo.
Em uma segunda análise, constata-se que a falta de empatia nas redes sociais tornaram-se um universo de disseminação de ódio. De acordo com Émille Durkheim, sociólogo francês, os fatos sociais podem ser normais ou patológicos. Seguindo essa linha de raciocínio, um ambiente patológico, em crise, rompe a harmonia social, visto que um sistema corrompido não favorece o progresso coletivo. Sob essa ótica, a web transformou-se em uma rede de denegrir e expor pessoas sem pensar em como elas se sentiriam se estivessem no lugar desses indivíduos. Logo, a omissão de empatia nas redes sociais é um reflexo da ausência de solidariedade e amor dentro de cada um.
Portanto, a supressão de empatia nas relações sociais deve ser combatida o mais rápido possível. O Governo Federal deve fomentar palestras educacionais, com a participação de profissionais especializados, por meio de debates críticos sobre os impactos em que a falta de empatia pode ocasionar a sociedade brasileira, com o fito de neutralizar essa enfermidade. Quem sabe, assim, o fim desses maléficios deixem de ser uma utopia para o Brasil.