ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 11/05/2022

No primeiro artigo das declarações Universais dos Direitos Humanos diz: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de Razão e de consciência devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade”. No entanto, isso não ocorre no Brasil, uma vez que a falta de empatia nas relações sociais persiste. Esse cenário oposto é fruto tanto de uma má formação educacional como de uma lenta mudança na mentalidade do homem que está preso no individualismo.

Primeiramente, é válido destacar que a má formação educacional colabora com esse cenário. Segundo o filósofo, Imannuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. Nesta perspectiva, as escolas têm a missão de formar cidadãos para viver em perfeita harmonia em sociedade. O principal instrumento é a empatia, porém observa-se que não cumpre o seu papel. Dessa forma, há um crescente números de pessoas inescrupulosas que estão distantes de se tornarem indivíduos empáticos.

Faz-se mister, ainda, que a lenta mudança na mentalidade do homem preso no individualismo tem proporcionado esse problema. Segundo a filósofa francesa Simone de Beauvoir, “O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”. A afirmação pode ser facilmente aplicada, a falta de empatia nas relações sociais, já que mais escandalosa do que a ocorrência dessa problemática é o fato da população se acostumar a essa realidade. Desse modo, muitas pessoas não percebem o que as outras passam e como poderiam ajudar e acolher o próximo.

Em suma, medidas são necessárias com o propósito de eliminar a falta de empatia nas relações sociais. Para isso, é papel do Ministério da Educação -órgão responsável por administrar todo sistema educacional brasileiro- fazer com que se tenha mais abordagens desse tema nas escolas, por meio de palestras para que os alunos criem consciência e sejam sensibilizados de como é importante para a sociedade acolher o indivíduo. Desse modo, os futuros cidadãos eliminarão a falta de empatia da sociedade e construirão um futuro com amor e respeito.