ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 07/06/2022

De acordo com o conceito de Modernidade Líquida do filósofo Zygmunt Bauman, as relações humanas na contemporaneidade são superficiais e frágeis, e a lógica do consumo substituiu a lógica da moral. Nessa perspectiva, é notório que o cenário brasileiro se assemelha à essa concepção, uma vez que há falta de empatia nas relações sociais. Ademais, torna-se fundamental entender os fatos que reforçam esse ideal apático, fundamentados na prática da intolerância e do consumo exagerado.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que a discriminação é uma das principais causas do padrão desumano existente no Brasil. Nesse viés, faz-se necessário mencionar o período do descobrimento do Brasil, em que os povos indígenas foram submetidos à cultura e à religião europeia, por terem seus costumes vistos como inferiores pelos portugueses, o que caracteriza o preconceito como uma raiz histórica. Então, é evidente que o ocorrido com os índios pode ser presenciado no corpo social atual, através de crimes de ódio praticados em todo o país, o que prejudica o coletivo.

Em segundo lugar, a prática excessiva do consumo contribui com as relações apáticas presentes no cenário brasileiro. Sob essa ótica, torna-se imprescindível citar a Revolução Industrial, que através da criação de novas tecnologias, conduziu o ato de comprar como hábito estimulado para satisfazer desejos e necessidades supérfluas. Dessa forma, o ocorrido na Revolução citada faz-se presente no contexto atual, uma vez que o consumo desnecessário é posto como superior às relações humanas.

Portanto, cabe à mídia, importante instrumento de comunicação, divulgar à sociedade as consequências da discriminação e do consumismo , por meio de propagandas e debates na internet, a fim de conscientizar a população. Paralelamente, a escola, forte ferramenta de incentivo, deve realizar rodas de conversa sobre o assunto, com o intuito de prevenir que as futuras gerações tenham os mesmos hábitos.