ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 23/05/2022

No filme “Extraordinário”, há uma abordagem clara de um tema importantíssimo em tempos hodiernos; a empatia. Onde Auggie, um garotinho de 10 anos, sofre com a antipatia do mundo ao seu redor, devida uma deformidade. Empatia é se colocar no lugar do outro, é respeitar e tratar o próximo como a si próprio. É notório que, atualmente, o déficit desse sentimento é quase como um buraco negro, levando consigo qualquer um por perto, desde o mais bondoso ao mais antipático. Não há ninguém que nunca julgou a aparência alheia ou condições, quaisquer sejam elas.

No Brasil, em 2019, foram registrados 12.334 crimes de ódio, segundo o Mapa do Ódio, fundado pela ONG Words Heal the World. Estima-se 33 atentados por dia. Racismo, LGBTfobia e machismo, são exemplos comumentes onde há evidente escassez de empatia. Aonde quer que vá, corre o risco de ser julgado e atacado por motivos banais, muitas vezes simplesmente por ser quem é. Cyberbullying, discriminação, isolamento da sociedade e crimes odiosos são os mais recorrentes, podendo trazer diversas consequência ao receptor, sejam elas psicológicas ou físicas.

A pesquisadora Anita Nowak, diz: “Esse tipo de pensamento está por trás de cada grande guerra e cada pequena disputa. Se aprendemos a empatizar melhor uns com os outros, poderíamos conseguir a paz.” se referindo à falta de empatia em todos os aspectos e âmbitos no mundo. E de fato, um pouco mais de compreensão já solucionaria muitos problemas de nosso mundo atual.

É recomendado que o governo e autoridades proponham eventos em instituições de ensino ou de grande alcance, dando mais visibilidade ao assunto, a partir de palestras e debates sobre tópicos tabus e preconceitos ainda formados em grande parte da população. Desta forma, seria possível alcançarmos a ideia de sociedade mais empática e menos odiosa, beneficiando não só os indivíduos em suas relações individuais, mas seu conjunto ao todo.