ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 23/05/2022

A constiuição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 5º, o direito que “todos são iguais perante a lei” como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a falta de empatia nas relações sociais no Brasil., dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeria análise, deve-se ressaltar a ausência de empatia nas relações sociais que é agravada devido a rasa profundidade dos vínculos entre os indivíduos. Nesse sentido, segundo o sociólogo Bauman, em sua obra “Modernidade Líquida”, as relações humanas passaram a ser voláteis e agora se restringem a conexões superficiais que podem ser rapidamente desfeitas. Nota-se, portanto, que as pessoas não se preocupam em entender a realidade do outro, como ele se sente, suas cicatrizes, conflitos e ao se depararem com uma situaçãoem que precisam demonstrar emapatia, não são capazes de realizá-la, fugindo ou descredibilizando o outro.

Ademias, é fundamental apontar que o individualismo também atua como agente impulsionador do problema. O conceito surgiu no início do século XV, durante o Renascimento, e afrima a superioridade ontológica do indivíduo sobre a comunidade. Sob esses viés, percebe-se que, nos dias atuais, com o imediatismo proporcionado pelas redes sociais e a bisca incessante do “sucesso” - o individualismo tem se perpetuado de maneira mais aguda na sociedade, criando assim um cenário de desprezo e superioridade de uma pessoa em relação a outra. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a pendurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos da falta de empatia nas relacões sociais no Brasil. Para isso, é imprescindível que o MInistério da Cidadania, em conjunto com a grande mídia amenize a influência dos comportamentos arraigados e da crença individualista nas relações por meio da criação de camapanhas publicitárias educativas. Com tais atitudes, o Estado irá cumprir com o que diz a constituição federal em seu artigo 5º.